Para 2020 e além

Para 2020 e além

Chegamos a 2020 e, como a cada começo de ano, começamos a colocar em prática os nossos planos (ou a fazê-los). 2019 foi um ano no mínimo complicado. No Brasil, muitas dúvidas, instabilidade e fake news ainda rondando a população.

Ao mesmo tempo em que se falou em uma retomada, assistimos de camarote à precarização do trabalho, com menos direitos trabalhistas, mais pessoas “empreendendo” por pura falta de opção.

Na hora da virada, falou-se muito de prosperidade e esperança – e de fato são desejos que temos que manter vivos, porque a verdadeira revolução há de ser humana.

Como nós, empresários, podemos fazer um mundo melhor para os próximos anos que acabaram de começar?

A palavra que mais concentra resultados ainda é esta: Sustentabilidade. Andei falando bastante dela por aqui, nos posts sobre minha participação no Fórum da ONU de 2019.

Afinal, o que é a sustentabilidade?

Para quem ainda não está familiarizado com o termo, o empresário norte-americano Jonh Elkington, fundador de uma organização não governamental chamada Sustainability, criou uma nova maneira para entender a sustentabilidade nos negócios. Para ele, “é preciso que os negócios sejam feitos levando-se em consideração o equilíbrio entre os fatores ambientais, sociais e econômicos, e os resultados das empresas precisam refletir esse equilíbrio”.

O termo tem tem origem no latim sustentare, que significa “sustentar”, “apoiar” e “conservar”. Pensando na origem da palavra, conseguimos entender seu conceito, que indica que há a possibilidade de sustentação, ou seja, economicamente viáveis, socialmente justas e culturalmente diversas.

Engana-se quem pensa que a sustentabilidade está atrelada somente ao meio ambiente. Na verdade, a sustentabilidade que precisamos buscar nas empresas tem um tripé (Triple Bottom Line) em que as dimensões econômica, ambiental e social devem estar em equilíbrio.

No âmbito social o objetivo é promover qualidade de vida, dentro e além dos muros da organização. Aqui, para mim, é muito importante pensar nos indivíduos da sociedade que enfrentam condições desfavoráveis.

No meio ambiente, são as ações da empresa para eliminar o amenizar o impacto negativo causado por suas atividades. Um verdadeiro desafio para a humanidade a longo prazo, por isso é preciso começar já.

E no cenário econômico a sustentabilidade é alcançada através de um modelo de gestão sustentável, ou seja, um modo que incentiva processos que permitam a recuperação do capital financeiro, humano e natural da empresa.

A sustentabilidade nas empresas tem sido objeto de debates recorrentes na última década, por isso nosso papel é tão importante em um mundo conectado e atento ao que desenvolvemos.

Mas conceito é tão amplo que ser sustentável é para pessoa jurídica e física também.

Você pode começar na sua casa, ensinar a seus filhos: economizar água e energia, separar o lixo, consumir produtos de sua região.

Você pode começar na sua empresa: optar por matérias-primas veganas, controlar o uso de água e energia, ser transparente nos processos, gerenciar resíduos, melhorar a qualidade de vida dos seus consumidores, manter um projeto social, como o Beleza Solidária.

Tem que mudar o botão. Tem que começar de novo. Tem que partir do zero, se for preciso.

Mas quer época melhor para fazer isso do que um começo de ano? Deixo aqui os meus votos de que cada um de nós seja a real mudança. Vamos eu, você e todos em busca daquilo que não nos dão assim tão fácil. E sem deixar ninguém para trás.

Feliz 2020.

Inocência Manoel

Revolução 4.0

Revolução 4.0

2020 está logo aí e ele é o futuro. Estamos vivendo o que se chama de quarta revolução industrial (ou, se preferir, revolução dos serviços ou, ainda a revolução 4.0).

A primeira revolução veio com a invenção das máquinas a vapor e ferrovias. A segunda veio com a eletricidade. A terceira com a automação computadorizada. E a quarta, a que estamos vivenciando, acontece graças ao uso das novas tecnologias e da informação.

Não é à toa que somos testemunhas de tantas mudanças e que os governos e empresas ainda estejam aprendendo a lidar com as inovações. Mas é preciso lembrar que sem elas dificilmente iremos sobreviver.

Eu sou uma pessoa que naturalmente gosta de tecnologia. Tenho uma alta capacidade de adaptação a novas demandas e estou sempre procurando recursos mais eficientes para o trabalho. Isso é algo natural para mim.

A Inoar nasceu no mundo digital e diversas ações desenvolvidas por mim no Marketing tiveram este DNA como mola propulsora: ser digital, falar com quem está neste ambiente.

Nós trabalhamos com dados deste cenário desde sempre e não é à toa que tomei sempre as decisões mais assertivas ao lançar produtos. Sou próxima dos meus consumidores e nunca bastou que eles conhecessem a marca. Antes de mais nada, eu preciso conhecê-los também. Em tempo real.

Da mesma forma que sempre trabalhei com esta agilidade, não tenho medo algum de mudanças. Especialistas apontam que o mercado deve passar por mudanças profundas nos próximos anos e estou preparadíssima para elas.

Quando ocorre uma grande mudança no processo industrial por causa de uma série de inovações tecnológicas há impactos globais nos âmbitos social, econômico e político. Você certamente tem ouvido falar dos termos startups, internet das coisas, big data, entre outros. Tudo isso que parecia o futuro está acontecendo agora.

E como fica a nossa vida neste futuro acontecendo em tempo real? Temos que estar mais aptos a desenvolver habilidades como resolução de problemas, trabalho em equipe, empreendedorismo, orientação à mudanças e, além de tudo, a capacidade de aprender continuamente, porque os algoritmos mudam a cada dia.

Se por um lado tenho este DNA da mudança rápida para seguir um mercado que não para, é importante lembrar que o lado humano vai ser sempre o nosso real propósito.

Para mim, a pessoa que tiver a competência de se articular através de relacionamos humanos, em um mundo cada vez mais tecnológico, já compreendeu tudo.