Revolução 4.0

Revolução 4.0

2020 está logo aí e ele é o futuro. Estamos vivendo o que se chama de quarta revolução industrial (ou, se preferir, revolução dos serviços ou, ainda a revolução 4.0).

A primeira revolução veio com a invenção das máquinas a vapor e ferrovias. A segunda veio com a eletricidade. A terceira com a automação computadorizada. E a quarta, a que estamos vivenciando, acontece graças ao uso das novas tecnologias e da informação.

Não é à toa que somos testemunhas de tantas mudanças e que os governos e empresas ainda estejam aprendendo a lidar com as inovações. Mas é preciso lembrar que sem elas dificilmente iremos sobreviver.

Eu sou uma pessoa que naturalmente gosta de tecnologia. Tenho uma alta capacidade de adaptação a novas demandas e estou sempre procurando recursos mais eficientes para o trabalho. Isso é algo natural para mim.

A Inoar nasceu no mundo digital e diversas ações desenvolvidas por mim no Marketing tiveram este DNA como mola propulsora: ser digital, falar com quem está neste ambiente.

Nós trabalhamos com dados deste cenário desde sempre e não é à toa que tomei sempre as decisões mais assertivas ao lançar produtos. Sou próxima dos meus consumidores e nunca bastou que eles conhecessem a marca. Antes de mais nada, eu preciso conhecê-los também. Em tempo real.

Da mesma forma que sempre trabalhei com esta agilidade, não tenho medo algum de mudanças. Especialistas apontam que o mercado deve passar por mudanças profundas nos próximos anos e estou preparadíssima para elas.

Quando ocorre uma grande mudança no processo industrial por causa de uma série de inovações tecnológicas há impactos globais nos âmbitos social, econômico e político. Você certamente tem ouvido falar dos termos startups, internet das coisas, big data, entre outros. Tudo isso que parecia o futuro está acontecendo agora.

E como fica a nossa vida neste futuro acontecendo em tempo real? Temos que estar mais aptos a desenvolver habilidades como resolução de problemas, trabalho em equipe, empreendedorismo, orientação à mudanças e, além de tudo, a capacidade de aprender continuamente, porque os algoritmos mudam a cada dia.

Se por um lado tenho este DNA da mudança rápida para seguir um mercado que não para, é importante lembrar que o lado humano vai ser sempre o nosso real propósito.

Para mim, a pessoa que tiver a competência de se articular através de relacionamos humanos, em um mundo cada vez mais tecnológico, já compreendeu tudo.

O que fazer com aquilo que te fizeram?

O que fazer com aquilo que te fizeram?

Todos nós temos as nossas lutas pessoais, sei muito bem disso. Os tempos andam sombrios e, com eles, descobrimos o lado negro da força de cada um.

No entanto, existe uma lição em cada situação vivida e é justamente esse processo que faz com que possamos aprender e fazer diferente.

 Em primeiro lugar, nem sempre dá para ficar calado. Expressar os sentimentos faz parte do processo de cura, então falar sempre fará bem. Essa história de engolir sapo, como vocês sabem, não ajuda. Quando você se cala, o falatório dentro de você é grande.

Quando a gente deixa pra lá, muitas vezes perde o espaço tão suado que conquistou. Não, não deixem tudo pra lá. Releva o que não tem importância, mas, se tem importância, vá até o fim.

Se expressar é mais que um direito, posso dizer que chega a ser uma dádiva. Saibamos fazer uso disso. Alguns se expressam falando, outros pela arte. Eu me expresso, muitas vezes, criando. Quantos produtos fiz que estavam querendo dizer algo? Aquilo que me fizeram, portanto, vira uma lição, vira algo novo e muito melhor.

Tudo o que venho construindo há tantos anos, no fundo, é isso: um grande recado da minha vida. Para quem quiser entender.

 Bom fim de semana.

Bastidores de uma vida empreendedora. Capítulo 2: Um leão por dia

Bastidores de uma vida empreendedora.  Capítulo 2: Um leão por dia

Vou continuar esta série de posts falando hoje sobre um tema muito delicado: a romantização do empreendedorismo e as ciladas que você pode encontrar pelo caminho (para quem não leu o capítulo anterior, Clique aqui.)

Em tempos difíceis que o Brasil vem enfrentando, com mais de 13 milhões de desempregados neste ano de 2019, as incertezas da previdência e o medo do futuro vêm fazendo o empreendedorismo por necessidade voltar a crescer.

Negócios surgem na crise, negócios surgem dos sonhos, mas é muito importante ter os pés no chão, em qualquer caso.

Trago verdades: não é de agora, eu sempre percebi as pessoas encantadas com minha trajetória, como se o sucesso fosse algo mágico e certeiro. Ele não é. É preciso “matar um leão por dia” e haverá muitos dias em que você terá a plena certeza que não chegou a lugar algum.

O mundo da beleza não é lindo. Ele é cheio de concorrência, de pessoas tão ávidas por dinheiro, que muitas vezes farão qualquer negócio para chegar lá. Isso, para mim, não é empreender.

Esse mundo passa a impressão de luxo, de glórias e mordomias. Gente, isso não existe. Não temos hora para nada, é trabalho o tempo todo. E isto não é uma reclamação. Mas um ponto em que é preciso pensar. Você realmente tem vocação para isso? Para fazer concessões? Para ser julgado?

Mulher de sucesso, mulher empoderada, guerreira. Não romantizem a nossa sobrecarga. É praticamente impossível dar conta de tudo. Eu saí do zero, sem uma família que tivesses recursos para me ajudar. Tive que fazer escolhas e concessões, sim.

Hoje as redes sociais mostram uma realidade que não existe. A mulher-maravilha perfeita que acorda cedo, vai à academia, tem uma carreira brilhante, diploma no exterior, participa da vida dos filhos, cozinha maravilhosamente bem, está com a pele e a depilação em dia existe só no Instagram (e provavelmente foi desconstruída nos comentários). A gente é uma ou duas coisas por dia, e olhe lá. Faz parte do jogo.

Você só consegue organizar a sua rotina quando estiver bem estabelecida nos negócios. Mas ainda assim vem outra batalha: manter-se onde você chegou.

Você está disposto a sacrificar seus finais de semana, suas horas de lazer para empreender?  Você tem forças para suportar as rasteiras e conspirações do dia a dia?  Você está pronto para acompanhar tendências que não param? Você vai acompanhar o ritmo da tecnologia?

Para as mulheres: como você vai lidar com o machismo neste mundo que ainda nos coloca em segundo lugar?

Você está pronto para sobreviver como empresário no Brasil? Com esta crise que nos deixa em uma eterna insegurança? Com um governo que nos massacra todos os dias?

Ter um negócio é um vale-tudo. Eles vão usar todas as armas. Ser empreendedor é uma guerra infinita e sem descanso.

Desculpe a sinceridade. Hoje precisei derrubar alguns mitos. E coloquei propositalmente o questionamento neste post para que muitas pessoas vejam as coisas sob um outro prisma, com uma boa dose de realidade.

É preciso ser forte todos os dias, mesmo quando você quer desabar. Nestas horas eu paro, penso, respiro, tomo fôlego e parto para a luta de novo. Esta é a minha vocação, então está tudo bem.

Inocência Manoel

Empreendedorismo. Existe uma fórmula para chegar lá?

Empreendedorismo. Existe uma fórmula para chegar lá?

Já tem um tempo que a palavra empreendedorismo está em alta. Em um país em que as leis trabalhistas e a crise econômica não favorecem o trabalhador, é cada vez maior o número de pessoas que querem ter seu próprio negócio. E isso criou um novo nicho de mercado: o das palestras e das receitas “infalíveis” sobre o empreendedorismo.

O que você precisa saber é que não necessariamente a palavra tem a ver com ter um negócio ou ser um empresário.

“Segundo o teórico Joseph Schumpeter, o empreendedorismo está diretamente associado à inovação. Para Schumpeter, o empreendedor é o responsável pela realização de novas combinações, como a introdução de um novo bem, método de produção ou comercialização e até a abertura de novos mercados. Isso significa que ‘a essência do empreendedorismo está na percepção e no aproveitamento das novas oportunidades no âmbito dos negócios’”.

Você pode empreender em diversos setores da sua vida e do que você faz. Empreendedorismo, sobretudo, não é uma receita pronta. Apesar de eu acreditar em muitos líderes e admirar histórias sobre inovação, não acredito em temas como “10 lições para ser um empreendedor.” Porque, antes de mais nada, quem quer inovar precisar ter espírito crítico e ter vontade de fazer algo realmente diferente. Precisa de inspiração e transpiração, mais do que fórmulas mágicas.

Aliás, para empreender, sobretudo, é preciso muita transpiração. É muito trabalho, dia e noite. E aí não adianta só a inspiração. É mão na massa, é resiliência, é sobre você saber cair e levantar. É aguentar os trancos, pensar rápido e não desistir. E, como tudo, é um processo de aprendizagem, que não vem do dia para a noite.

Por conta da minha história e de como a Inoar nasceu, não são poucos os convites para que eu narre a minha experiência. E, de fato, eu gosto muito deste contato com o público. Já foram inúmeras as palestras que dei, tanto no Brasil, como no exterior, e nelas procuro lançar um olhar verdadeiramente novo, fora do comum, para as mais variadas plateias. Acabam saindo boas surpresas nesses eventos.

Porém não é raro também receber convites para que eu me apresente em grandes palcos de encontros de líderes com um detalhe: pagando altas taxas pelo espaço promocional. Para estes convites eu digo não. Não me convidem se for assim. Eu realmente prefiro usar o dinheiro de uma inscrição desta nos meus projetos sociais, nas ONGs parceiras e que são tão carentes de ajuda da sociedade (esta mesma que promove festas caras para a elite).

Gosto do contato com os mais variados tipos de pessoas e é justamente por isso que prefiro colaborar com quem realmente precisa em vez de me promover em palcos refinados.

Eu quero promover o bem-estar e não a minha imagem. Quero ser inspiração verdadeira, e não mais um clichê. O empreendedorismo para mim sempre foi sinônimo de trabalho feito com afinco e voltado para trazer melhorias para as pessoas, com inovação. E esta lição somente pode ser dada a partir da premissa de que não basta fazer mais do mesmo.