Sem água, não há vida.

Sem água, não há vida.

Como vocês sabem, o projeto Beleza Solidária Inoar, criado por mim, apoia diversas causas visando auxiliar moradores de comunidades menos favorecidas. São diversos os nossos objetivos, sempre focando na melhoria da condição de vida de centenas de famílias.

Estamos, todos os meses sentando e analisando muitas histórias e de que forma podemos ajudar. No ano passado, fiz uma doação que hoje vejo ter sido fundamental neste projeto, realizada para o Assentamento Nelson Mandela, localizado no município de Iepê, interior paulista.

Em meio a dificuldades com o abastecimento de água no local, Ana Maria Moraes, proprietária do loteamento que abriga 50 famílias, fez um apelo ao Beleza Solidária: foi assim que doamos um novo poço artesiano à propriedade, que antes contava com apenas um reservatório.

De acordo com Ana Maria, algumas famílias do loteamento têm acesso à água; outras não. Ela pediu ajuda ao projeto porque muita gente estava passando necessidade. Tenho uma história de vida com a Ana Maria, e jamais poderia deixar de fazer parte de um momento em que ela e mais de 50 famílias tanto precisaram. Foi por isso que criei o projeto Beleza Solidária: para mudar a história de tanta gente para melhor.

Esta ação alinha-se com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 1, da erradicação da pobreza, e ODS 6, de água potável e saneamento), propostos pelo Pacto Global da ONU, do qual a Inoar é signatária.

O poço está em funcionamento e, desde sua implantação, todas as famílias que residem nos sítios do loteamento e passavam por dificuldades foram beneficiadas.

Em um momento em que falamos tanto de água, da necessidade de lavar as mãos cada dia mais frequente, sem esse poço, o que seria das famílias?

Em breve teremos uma grande novidade sobre este projeto. Não podemos desanimar, há pessoas que precisam de nós.

Inocência Manoel

Resgatamos uma ninhada de gatinhos na Inoar Cosméticos

Resgatamos uma ninhada de gatinhos na Inoar Cosméticos

Os filhotes foram prontamente socorridos por colaboradores

Uma ninhada de gatinhos foi encontrada na última terça-feira (21) na área externa de nossa logística da empresa Inoar Cosméticos, em Taboão da Serra (SP). Logo que soube da história, me emocionei com a mobilização dos colaboradores para salvar os pequenos e não hesitei em ajudar.

Quem socorreu os filhotes inicialmente foi Geovani Alves, operador de empilhadeira, que buscou ajuda dos demais. A maior preocupação do colaborador foi uma das gatinhas que machucou a pata, e precisou ser atendida com urgência. A filhote, que recebeu o nome de Bianca, felizmente foi operada e passa bem.

Prontamente, decidi arcar com todos os custos da cirurgia de Bianca, além da alimentação e da castração de todos os gatinhos. Salvar os bichinhos não é uma caridade, mas sim, uma obrigação; uma atitude que diz muito sobre os valores da Inoar.

O colaborador Geovani será o novo ‘papai’ de Bianca. “Eu vou adotar a gatinha e cuidar dos ferimentos pós-cirúrgicos com responsabilidade. Já tenho uma cachorrinha em casa chamada Nala, que também foi abandonada aqui em frente à empresa. A gatinha será um novo membro da minha família”, conta.

A adoção foi divulgada internamente e, assim, logo os outros três gatinhos ganharam um lar. Bianca está bem após a cirurgia e saiu no dia 23 de janeiro da internação.

O respeito aos animais é um dos principais pilares da Inoar Cosméticos.  Há anos, minha paixão por eles motiva o apoio a causas relacionadas, como a ‘crueltyfree’, que se aplica aos produtos de beleza e higiene não testados em animais.

Há dois anos, a marca faz parte da lista do PETA (Associação de Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais) de empresas “livres de crueldade”; além disto, todas as linhas capilares são veganas, ou seja: não possuem nenhum ingrediente de origem animal em sua composição.

Qual é o seu legado?

Qual é o seu legado?

A palavra legado vem do latim legatus, que por sua vez deriva de legare e significa aquilo que foi doado em lei. Por exemplo, algo que se deixa a alguém que não necessariamente seja seu herdeiro. Legado também pode ser atribuído a uma coisa imaterial. Quando você deixa uma obra, uma criação, algo que influencia a vida de pessoas, isto é um legado.

Quando comecei a trabalhar, era muito nova, mas havia dentro de mim a vontade de fazer algo “infinito”. Tinha poucas oportunidades, mas coragem suficiente para mudar minha própria condição (e a de meus familiares e de tantas outras pessoas). Isso ali ainda não tinha nome. Mas estava dentro de mim.

E entre tantas idas e vindas, foi assim que cheguei até aqui e é assim que continuo criando e desenvolvendo produtos, entre tantos outros projetos que me movem e que compartilho com vocês, aqui no blog ou nas páginas da Inoar.

O que ninguém sabe é a importância que dou para todo este legado. E isso faz uma verdadeira diferença na forma como as pessoas veem a marca. Isso porque elas querem se relacionar com empresas cujas crenças estão baseadas em valores sólidos. Empresas que representam um importante legado tendem a ser mais valorizadas e almejadas do que aquelas que têm um perfil volátil.

Agora segura esta: uma pesquisa recente publicada na revista Harvard Business Review mostrou que empresas que não possuem foco em lucro são as que mais estão lucrando.

O levantamento veio a partir de uma análise de empresas de médio e grande porte e demonstrou que negócios com um propósito maior que simplesmente ganhar dinheiro tiveram seis vezes mais retornos para seus shareholders do que aquelas focadas exclusivamente no lucro.

Quando comecei a criar meus produtos para cabelos, eu não tinha em mente a venda. Eu tinha ali um propósito, que era fazer um produto de melhor qualidade e com menor custo para minhas clientes de salão. Vejam bem que a venda não era o meu principal pensamento, ela era uma consequência.

Nesta época, ainda não se falava em capitalismo consciente, mas eu tinha a clara percepção de que o modelo Wall Street de fazer negócios, só focado em lucro, não duraria para sempre. Hoje temos tecnologia e informação na palma das mãos e estamos sendo testemunhas de como os valores da sociedade estão mudando.

Hoje ninguém faz uma compra inconsciente. E eu não faço um produto sequer no qual eu não acredite com todas as minhas forças. Sem perceber eu sempre estive inserida neste modelo de empreender com propósito.

Nesta trajetória, errei e acertei, mas aprendi com todas as opções. Ter propósito é deixar um legado. E, acima de todas as definições para esta palavra tão forte, para mim ela está relacionada ao próximo. Àqueles que amo, àqueles que trabalham comigo, àqueles que nem me conhecem e me agradecem por um produto.

O valor disso não se mede.

E você? Qual é o seu legado?

Inocência Manoel

Para 2020 e além

Para 2020 e além

Chegamos a 2020 e, como a cada começo de ano, começamos a colocar em prática os nossos planos (ou a fazê-los). 2019 foi um ano no mínimo complicado. No Brasil, muitas dúvidas, instabilidade e fake news ainda rondando a população.

Ao mesmo tempo em que se falou em uma retomada, assistimos de camarote à precarização do trabalho, com menos direitos trabalhistas, mais pessoas “empreendendo” por pura falta de opção.

Na hora da virada, falou-se muito de prosperidade e esperança – e de fato são desejos que temos que manter vivos, porque a verdadeira revolução há de ser humana.

Como nós, empresários, podemos fazer um mundo melhor para os próximos anos que acabaram de começar?

A palavra que mais concentra resultados ainda é esta: Sustentabilidade. Andei falando bastante dela por aqui, nos posts sobre minha participação no Fórum da ONU de 2019.

Afinal, o que é a sustentabilidade?

Para quem ainda não está familiarizado com o termo, o empresário norte-americano Jonh Elkington, fundador de uma organização não governamental chamada Sustainability, criou uma nova maneira para entender a sustentabilidade nos negócios. Para ele, “é preciso que os negócios sejam feitos levando-se em consideração o equilíbrio entre os fatores ambientais, sociais e econômicos, e os resultados das empresas precisam refletir esse equilíbrio”.

O termo tem tem origem no latim sustentare, que significa “sustentar”, “apoiar” e “conservar”. Pensando na origem da palavra, conseguimos entender seu conceito, que indica que há a possibilidade de sustentação, ou seja, economicamente viáveis, socialmente justas e culturalmente diversas.

Engana-se quem pensa que a sustentabilidade está atrelada somente ao meio ambiente. Na verdade, a sustentabilidade que precisamos buscar nas empresas tem um tripé (Triple Bottom Line) em que as dimensões econômica, ambiental e social devem estar em equilíbrio.

No âmbito social o objetivo é promover qualidade de vida, dentro e além dos muros da organização. Aqui, para mim, é muito importante pensar nos indivíduos da sociedade que enfrentam condições desfavoráveis.

No meio ambiente, são as ações da empresa para eliminar o amenizar o impacto negativo causado por suas atividades. Um verdadeiro desafio para a humanidade a longo prazo, por isso é preciso começar já.

E no cenário econômico a sustentabilidade é alcançada através de um modelo de gestão sustentável, ou seja, um modo que incentiva processos que permitam a recuperação do capital financeiro, humano e natural da empresa.

A sustentabilidade nas empresas tem sido objeto de debates recorrentes na última década, por isso nosso papel é tão importante em um mundo conectado e atento ao que desenvolvemos.

Mas conceito é tão amplo que ser sustentável é para pessoa jurídica e física também.

Você pode começar na sua casa, ensinar a seus filhos: economizar água e energia, separar o lixo, consumir produtos de sua região.

Você pode começar na sua empresa: optar por matérias-primas veganas, controlar o uso de água e energia, ser transparente nos processos, gerenciar resíduos, melhorar a qualidade de vida dos seus consumidores, manter um projeto social, como o Beleza Solidária.

Tem que mudar o botão. Tem que começar de novo. Tem que partir do zero, se for preciso.

Mas quer época melhor para fazer isso do que um começo de ano? Deixo aqui os meus votos de que cada um de nós seja a real mudança. Vamos eu, você e todos em busca daquilo que não nos dão assim tão fácil. E sem deixar ninguém para trás.

Feliz 2020.

Inocência Manoel

Minha história deu um livro

Minha história deu um livro

Tenho lido e relido os manuscritos finais do livro que irei publicar com a história da minha vida. Não por vaidade, mas porque realmente faço parte de uma minoria de pessoas que conseguem transformar a própria história. No Brasil, quem nasce nas camadas mais pobres pode levar até 9 gerações para atingir uma renda média.

Eu acredito em inspirações, muito mais do que em fórmulas para ensinar as pessoas a “chegarem lá’.

Tenho os meus ídolos e muitas vezes é uma música ou uma frase inspiradora que me move. As vidas reais, as histórias que nos empoderam e nos tiram da zona de conforto. Se eu tiver que ser uma inspiração, que seja a da minha vida real.

Uma vida em constante movimento e que meu deu alguns títulos: doida, delirante, sonhadora…

Aos pouquinhos, estamos conseguindo mudar a realidade, mas o fato é que sempre houve muito preconceito com as mulheres que fogem de um padrão estabelecido e enraizado na cultura brasileira (em outras também).

Eu nunca fui padrão, prefiro ser fora dos padrões. Sempre estudei e fui curiosa, isso me levou a desenvolver produtos, e é assim até hoje. Mas só fui ter carteira de trabalho há 3 anos, para poder me registrar como jornalista, o único registro que tenho na vida.

A maioria das minhas amigas casou, teve filhos e quando já estavam se aposentando, eu nem tinha plano de saúde. Estava na batalha.

Sofri preconceito de todos os lados, por quase todas as minhas decisões ou pela minha própria condição. Por ser mulher. Por ser solteira. Por ser mãe solo. Por ter mais de 40, mais de 50, mais de 60. Ao mesmo tempo em que a maturidade nos brinda com sabedoria para não sofrer, vamos colecionando cobranças de quem não se conforma com a nossa condição.

Me diziam para prestar concurso, para dar aulas, para arranjar um emprego. Eu, que nunca deixei de trabalhar um dia sequer da minha vida, jamais me senti desocupada. Eu só era “fora dos padrões”. E por isso me continuavam me chamando de louca.

Parece que o tal do “sucesso” caminha de mãos dadas com a loucura e ele realmente chega para quem não desiste no meio da jornada. Aos 55 anos de idade, enfim, parecia ter chegado a minha hora. A marca Inoar despontava no mercado da beleza e, em vez de comprar uma casa ou investir meu primeiro dinheiro, nós investimos na Beauty Fair, a maior feira de cosméticos do Brasil, e fizemos nossa primeira feira no exterior, em Nova York. Lá fiz questão de hastear a bandeira do Brasil, sendo os únicos representantes do país no evento.

Sofremos um duro golpe na volta, ao sermos roubados por um terceirista. Eu podia parar? Podia. Mas a louca aqui não para, não.

Dizem que conselho só se dá a quem pede. E se vocês que leem meu blog e se identificam com minha história me mandam tantas mensagens a respeito da minha vida, acredito que eu possa deixar algumas palavras que inspirem vocês também. Ou que, no mínimo, elas abram espaço para pensar.

Vamos ser loucas sim. Sem medo. É preciso muita loucura para acreditar que somos capazes de vencer, mesmo que já estejamos atravessando meio século de vida. Essa vida louca que tanto pregam não é senão uma vida de coragem, luta e FÉ.

O fruto do nosso ventre

O fruto do nosso ventre

A data de hoje marca algumas décadas do meu parto, feito pelo Dr. Salim no antigo Hospital Sorocabana, na cidade de Assis, no interior de São Paulo.
Foi ali que escolhi ter o meu único filho.

Quando saí da maternidade, carregava um bebê, 55 pontos de cesárea e o preconceito de uma cidade por não ter o estado civil que a sociedade me cobraria a vida inteira.

Se fui mãe solo, nunca estive sozinha. Uma rede de apoio feminina me deu todo o suporte necessário para enfrentar os olhares, questionamentos e condenação por minha opção.

Hoje comemoro o dia em que tive um filho. Parabéns, Alexandre. A você e a todas as mulheres de nossas vidas: Elza, Helena, Cecília, Zene, Bina, Silvana, Jandira Baldani, Ana Maria, Dona Maria foram parceiras e o suporte emocional que me amparavam enquanto precisava trabalhar – inclusive para pagar meu parto, sozinha.

Foram elas, as mulheres da minha vida, que embalaram você, nossos sonhos e a quem também devemos agradecer.

Para aqueles que me julgaram ou que por um momento possam ter nos condenado, para a mesma sociedade que tanto me adjetivou por meu caminho, trouxe à vida um homem que me enche de orgulho.

Trabalhador, responsável, empresário que gera tantos empregos, pai honrado de uma família, um ótimo marido e um pai maravilhoso para o meu neto. Feliz aniversário!

Eu celebro este dia tão especial, pelo que ele significou para todos nós. E hoje vejo que aqueles que me apedrejaram por ter escolhido seguir em frente, com você no meu colo e de cabeça erguida, estão sentados em suas casas enquanto eu continuo não aceitando os padrões de quem quer me fazer parar.

Inocência Manoel

Dia Internacional da Mulher

Dia Internacional da Mulher

Neste Dia Internacional da Mulher, resolvi trazer histórias de mulheres que foram chamadas de loucas, mas que não estão no comercial da Nike.

Mulheres que mudaram o mundo, que nos inspiram a mudar a nossa condição, que nos dão força para continuar quebrando padrões. Não precisamos de medalhas, temos nossa voz.

A história está cheia de mulheres que superaram não só o preconceito, mas que quebraram paradigmas. Hoje é dia de celebrar cada uma delas.

Com vocês, a voz das mentes femininas sobre a vida, o sucesso, a felicidade:

“O maior conselho que já dei à minha filha é que todo dia eu digo: ‘Genesis, quais são as suas duas melhores partes?’. E ela diz: ‘meu cérebro e meu coração’. Digo: ‘você precisa se lembrar disso, Genesis. Precisa se lembrar que você não é a sua aparência‘, sabe? Acho que essa é a melhor dica de beleza que eu poderia dar a ela.”
– Viola Davis, atriz

“Não gostar de mim é um direito seu, agora fingir que gosta já é falta de caráter.”
– Amy Winehouse, cantora

“Uma criança, um professor, um livro e um lápis podem mudar o mundo.”
– Malala Yousafzai, defensora dos Direitos Humanos

“Aquele que é feliz espalha felicidade. Aquele que teima na infelicidade, que perde o equilíbrio e a confiança, perde-se na vida.”
– Anne Frank, jovem judia morta pelo nazismo

“Sozinhos, pouco podemos fazer; juntos, podemos fazer muito.”
– Helen Keller, primeira pessoa cega e surda a conquistar um título de bacharelado

“A verdadeira generosidade consiste em entregar-se completamente e, mesmo assim, sentir que não lhe custou nada.”
– Simone de Beauvoir, filósofa francesa

“Quanto mais velha eu fico, mais me interesso pelas mulheres. Ainda não conheci uma mulher que não é forte. Elas não existem.”
– Diane von Furstenberg, economista e estilista belga

“Quando você tropeçar, mantenha a fé. Quando for nocauteada, levante rápido. Não ouça quem diz que você não pode ou não deve continuar.”
– Hillary Clinton, Secretária de Estado dos Estados Unidos

“As rosas da resistência nascem no asfalto. A gente recebe rosas, mas vamos estar com o punho cerrado falando de nossa existência contra os mandos e desmandos que afetam nossas vidas.”
– Marielle Franco, vereadora assassinada

“Se eu não fizer pelos outros o que não fizeram por mim, não teria aprendido nada.”
– Inocência Manoel