É fake?

É fake?

Trago verdades: as notícias falsas, ou fake news, se espalham 70% mais rápido que as verdadeiras e alcançam muito mais gente. E para que você tenha certeza que este dado é verdadeiro, cito a fonte do estudo: ele foi realizado por cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), dos Estados Unidos e publicado no dia 8/3/2018.

No estudo, verificou-se que cada postagem verdadeira atinge, em média, mil pessoas, enquanto as postagens falsas mais populares – aquelas que estão entre o 1% mais replicado – atingem de mil a 100 mil pessoas.

Quando a notícias falsa está relacionada a política, os números triplicam. Não à toa, este tipo de mentira foi protagonista das eleições em diversos países, usada como uma verdadeira arma de guerra para conquistar votos, tumultuado o processo de comunicação e com efeitos devastadores de decisões embasadas em fatos mentirosos.

Você sabe identificar fake news? 62% dos brasileiros não sabem. Que aponta isso é um estudo chamado “Iceberg digital”, desenvolvido pela Kaspersky, empresa global de cibersegurança. De acordo com o estudo, os principais meios de disseminação das mentiras é pelo WhatsApp e pelas redes sociais, especialmente Facebook, porém os métodos de quem espalha esse tipo de conteúdo estão cada dia mais avançados. Hoje, além dos criadores reais de notícias falsas, há milhões de robôs passando a mentira para a frente.

O Brasil, meus amigos, lidera em uso de bots (robozinhos) para divulgar notícias falsas. Os dados foram fornecidos pelo Bot Sentinel, uma plataforma que monitora o uso de bots dentro do Twitter. Na segunda-feira, 27 de abril, pela primeira vez a ferramenta registrou uma hashtag disseminada por bots no topo da lista de assuntos mais comentados na rede social fora dos Estados Unidos. Sim, aqui no Brasil.

É uma verdadeira ciência a favor de mentiras. No atual cenário que estamos vivendo, com a pandemia do novo coronavírus, boatos circularam a rodo, para tentar desacreditar as informações verdadeiras. Provavelmente você conhece alguém que passou uma mentira para a frente, não acha?

Como empresária e com os meus valores, sei da responsabilidade que tenho com a verdade. E creio que este espaço precise ser usado também para ajudar as pessoas a encontrarem meios de obter informação verdadeira. Tenho gente muito próxima de mim postando verdadeiros absurdos que já foram desmascarados em sites idôneos. É importante pesquisar. Temos a internet e entidades que trabalham incansavelmente na pesquisa de notícias, para avaliar se elas são verdadeiras ou falsas.

Quem aí conhece alguém que caiu nessas verdadeiras pegadinhas? Você confia em tudo o que lê? Você pesquisa a fonte daquilo que compartilha?

Esses questionamentos eu sempre me fiz, e são o único caminho responsável para a gente não ser um propagador de mentiras. Lembrando que sempre há alguém por trás das fake news manipulando você.

Vamos nos prevenir disso também. Algumas dicas do que você pode fazer:

1 – Verifique se a fonte (o site, por exemplo) que divulgou a notícia é verdadeira. Caso tenham passado essa notícia a você, questione.
2 – Procure data da notícia, local onde ocorreu.
3 – Busque saber quem está assinando aquela notícia e se a pessoa publicou em seu perfil oficial.
4 – Desconfie de notícias muito espetaculares, com títulos criados para chamar a sua atenção, receitas milagrosas, dinheiro fácil e fotos com imagens chocantes.
5 – Se informe em canais especializados em pesquisar fake news:

Agência Lupa: é primeira do setor de checagem de fatos do Brasil a ser criada no Brasil.
Link

E-Farsas: um dos sites de checagem de notícias mais antigo que foi criado. O site é responsável por avaliar boatos que são espalhados diariamente pela internet. Link

Fake Check: plataforma criada pela junção de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Utiliza aprendizagem de máquina e inteligência artificial para avaliar se um texto é verdadeiro ou falso.
Link

Na dúvida, não passe a notícia adiante. Seja responsável com o que você compartilha.

Inocência Manoel

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Maternidade real

Maternidade real

A maternidade real não está nas redes sociais. Não é aquela foto de família perfeita, não tem a receita que livros e sites oferecem, tampouco pode ser comparada com a que acontece na casa da vizinha.

Cada mãe tem a sua verdade, cada casa é um caso, mas, se olharmos para a imensa maioria de mães e mulheres do país, podemos entender o quão distante estamos de entender a maternidade real, raiz, aquela que acontece fora dos contos de fada.

Um estudo realizado pelo Google Consumer Survey apontou que, apesar de assumirem papéis que antes eram menos comuns para as mães, como o trabalho fora de casa e os estudos, as mães continuam sendo as principais ou as únicas responsáveis pela criação dos filhos. 30% delas são mãe solo e apenas 1 entre 4 afirma que divide igualmente as responsabilidades na criação dos filhos.

A mesma pesquisa apontou que essas mulheres buscam uma representação mais inclusiva e empática da maternidade, sem o estereótipo da “mãe heroína”. Elas querem ver mães com outros interesses além da maternidade e falar sobre os medos e desafios que enfrentam, já que eles são bem mais comuns do que a visão romantizada que a maioria tem sobre ser mãe.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2005 o Brasil tinha mais de 10 milhões de lares compostos somente pelas mães, sem cônjuge. No último levantamento, feito em 2015, os números mostraram 11,6 milhões desse arranjo familiar. O levante das mulheres diante dessa realidade é notório, tendo em vista também que, 5,5 milhões de brasileiros não tem o nome do pai no registro de nascimento, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça, com base no último Censo Escolar divulgado.

A maternidade não é um estado civil, ela se basta, mas ser mãe ainda é uma função idealizada. Esperam de nós muito mais do que aquilo que realmente podemos dar. E olha que muitas vezes estamos em nosso limite, trabalhando, estudando, procurando meios de ganhar a vida, de construir nossa história. Muito longe de querer ser chamada de guerreiras, só buscamos o respeito. Por aquilo que construímos, incluindo os nossos filhos, com seus valores e oportunidades.

No entanto, o modelo de sociedade fortemente patriarcal ainda estigmatiza o papel de mãe, aquela que deve viver essencialmente para o lar e para os filhos, o que está muito longe se ser o reflexo do quanto realmente possamos amá-los. Os caminhos que cada mãe precisa trilhar para sobreviver não podem ser esquecidos neste Dia das Mães. É preciso honrar cada jornada, independentemente de ela ser considerada perfeita. Foi a possível.

Tirar o filtro romântico da gravidez, da maternidade e da criação dos filhos pode parecer duro, mas nos dá uma real oportunidade de refletir sobre o que é preciso mudar. Sempre amarei meu filho e ser mãe. E desejo a cada mãe que possa comemorar sua trajetória sem culpa, sem medo, sem padrões. Feliz Dia das Mães.

Inocência Manoel

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Sem censura

Sem censura

Aparentemente, meu blog é o único lugar em que posso ser eu mesma. Aqui posso dizer o que faço, no que acredito, quais são meus planos, quais foram as estradas percorridas.

Porque, em todo o resto, preciso ficar calada.

Mas chega. É preciso urgentemente virar esta chave e ter a coragem de denunciar o que acontece nos bastidores da vida de uma mulher de negócios.

O mercado de cosméticos, como vocês sabem, é um dos que mais crescem no mundo. E dados do censo americano apontam que, no mundo do consumo, uma mulher pode valer por dez homens. Isso porque as consumidoras mulheres decidem 85% das escolhas de consumo, um número que se torna ainda mais expressivo quando se trata de produtos para beleza.

A participação de mulheres nesta indústria é tão fundamental que chega a ser um paradoxo ter mais homens liderando um setor essencialmente voltado para nós, mulheres.

Não é a toa que as empresas que conseguem investir em políticas de igualdade de gênero e diversidade apresentam melhores resultados, inclusive na sua rentabilidade. Essas informações estão no relatório Women in Business and Management: The Business Case for Change (‘Mulheres nos negócios e na gerência: por que mudar é importante para os negócios), divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), órgão pertencente à ONU.

O relatório analisou mais de 70 mil empresas em 13 diferentes países. E por que ainda é preciso falar sozinha disso?  Esses dados se repetem em diversos países e não têm sido suficientes para mudar a dura realidade de que na nossa indústria, e até mesmo na empresa que eu criei, a maioria dos cargos de liderança ainda siga ocupada por… homens.

Eu acredito na igualdade de gênero: 50% vs. 50%. Porém estamos longe desta realidade e pior: enquanto não chegamos lá precisamos conviver com o machismo enraizado na sociedade e comandando os nossos negócios. Apenas 16% dos postos de alta direção são ocupados por mulheres no Brasil.

Além de ser uma minoria na gestão, também é das mulheres o número maior do desemprego. Para se ter uma ideia, um estudo conjunto das universidades de Mississipi, Alabama, Memphis e Missouri (EUA), publicado no Journal of Management, conclui que as mulheres são as mais vulneráveis nos cargos de alta liderança: elas enfrentam risco de demissão 45% maior que homens.

Sem papas na língua, eu abro aqui para vocês como é difícil ser afrontada diariamente dentro da minha própria empresa. A tão debatida ideia de estarmos em pé de igualdade está muito longe de ser real.

Os desafios constantes que enfrentamos variam. Se somos firmes, estamos erradas. Se somos maleáveis, nos chamam de fracas. Tudo o que é visto em um homem como uma grande qualidade profissional, para nós, vira desqualificação. A todo tempo, nossa imagem está em teste.

Um exemplo que tem me inspirado nestes dias de reflexão é o de Madam C. J. Walker que ganhou uma série na Netflix (Link).

Sarah C. J. Walker foi a primeira filha livre de um casal de escravos e teve uma vida bastante sofrida: ficou órfã aos 7 anos de idade, casou-se aos 14 anos de idade, ficou viúva aos 20 e trabalhou na colheita de algodão e como lavadeira para sobreviver, sempre vítima da opressão e dos resquícios da escravidão. Com tantas dificuldades enfrentadas, seu cabelo começou a cair, o que a impulsionou a pesquisar e criar produtos especiais para cabelos afros, que se tornam sucesso na mão de uma empreendedora nata.

Madam C. J. Walker criou um império milionário, não somente com venda de cosméticos, mas sua empresa treinou mais de 20 mil mulheres, que se tornaram bem conhecidas na comunidade negra dos Estados Unidos, além do lado ativista, engajado com a comunidade negra feminina e filantrópico.

O machismo e o preconceito são latentes na série. Em uma cena em que Sarah vai apresentar suas ideias para um grupo de investidores, todos os homens se dirigem ao seu marido. Madam C. J. Walker diz que o projeto é dela, mas que o marido a auxilia. Neste instante, os investidores dizem: “agora sabemos quem veste as calças” (num tom de deboche, para aquela época).

O machismo é tão enraizado que muitos não percebem quando ele acontece. Tendo as mesmas competências, as mesmas responsabilidades, as pessoas procuram os homens para se reportar. O que posso dizer é que visto as calças desde sempre. E mesmo assim não posso me expor. Não posso dizer o que faço pela empresa, enfrento situações extremamente desgastantes e preciso gritar QUEM SOU EU para ser ouvida.

Mas isso vai mudar. Estou só começando. E quero ouvir você:

Quais os problemas que você enfrenta por ser mulher no seu trabalho?

Inocência Manoel

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Seja você a mudança

Seja você a mudança

A pandemia do novo Coronavírus se mostra mais um desafio para marcas, pessoas e empresas no mundo todo. Em meio a incertezas a muitas discussões sobre os rumos a serem tomados, só uma coisa é certa: reinventar-se para acompanhar os novos tempos é mais do que mera adaptação. É a única e possível saída.

Foi o que aconteceu com a Inoar. Eu já vinha pensando seriamente na produção de álcool em gel e uma linha de antissépticos e antibacterianos, porém, com a surpresa da pandemia, foi preciso mudar completamente a linha de produção para atender uma emergência nacional. E mudamos! Com isso, passamos a fabricar em ritmo acelerado nosso primeiro álcool gel, de uma série voltada para suprir a demanda.

Foi uma decisão importante e tivemos que ser muito rápidos. Nosso primeiro lote foi feito para doação a nossos colaboradores. Vimos que havia dificuldade de encontrar o produto no mercado e decidimos nós mesmos produzir para suprir uma demanda interna. Mas, vendo a situação se agravando, decidimos colocar o produto no portfólio e fabricar imediatamente.

Foi uma força-tarefa que envolveu a diretoria e os times de Desenvolvimento, Marketing, Criação, Comercial, Fábrica, Logística, Comunicação, todos em prol de colocar esse produto o mais rápido possível no mercado – além de serem feitas doações a entidades na região, uma premissa da diretoria no momento em que o país mais precisa.

Temos que ser úteis neste momento, enfrentar a pandemia do novo Coronavírus com tudo o que podemos fazer. Queremos ser um exemplo e guiar a mudança, com práticas realistas e justas, para ajudar os consumidores num momento como este. Tudo irá passar, menos o exemplo que deixarmos.

Inocência Manoel

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#TodosPorTodos

#TodosPorTodos

Me recuso a entrar em pânico. Mas é preciso deixar aqui registrado o que um vírus vem fazendo com a humanidade.
A pandemia do novo Coronavírus é mais uma das doenças que infectam animais selvagens e, de alguma forma, conseguem migrar para o ser humano. Ainda não se sabe ao certo como tudo começou, mas a ciência se apressa para entender como começou a série de transmissões que estão desafiando o mundo.
Não foi a primeira vez que algo assim ocorreu na história da humanidade, mas mesmo tendo exemplos no passado, mesmo tendo estudos avançados, mesmo tendo notícias em tempo real, ninguém, absolutamente ninguém, estava preparado para o que estamos passando nestes dias.
Volto a dizer que não me renderei ao pânico. Como é da minha natureza, imediatamente botei a mão na massa, pois é disso que sou feita. Trabalho em prol da coletividade e tenho uma responsabilidade enorme neste momento.
Na empresa, imediatamente iniciamos o trabalho em home office, gradualmente implementado nos setores. Estabelecemos uma política que alia a tecnologia e diversas ferramentas para podermos trabalhar bem conectados, mesmo distantes.
Outras providências tomadas com agilidade: também afastamos os funcionários de grupos de risco, os com mais de 60 anos. Estão todos em suas casas e estamos mantendo os empregos – não vamos deixar ninguém para trás neste momento já tão difícil.
Eu e meu filho, Alexandre, estamos na linha de frente, diariamente presentes na fábrica e logística que não podem parar de fabricar e entregar álcool em gel. Reforçamos todos os protocolos de segurança e higiene, com máscaras, álcool gel, lavagem frequente de mãos. A demanda é alta e a produção em ritmo acelerado se faz mais necessária do que nunca.
“Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”. Apesar de ser atribuída a Charles Darwin, esta frase nunca foi dita por ele. Mas ela nos faz refletir, especialmente num momento de crise.
Adaptar-se, neste momento, significa utilizar recursos de forma inteligente para garantir trabalho e saúde. Significa ser criativo e fazer do limão a limonada de que estamos tanto precisando.
Acredito que a crise nos trará outras grandes lições: de que precisamos permanecer unidos, que precisamos estar sempre preparados para mudanças de rota, que precisamos pensar na coletividade. Que a informação, a ciência e os estudos são nossos aliados. E que o pânico pode até nos isolar, mas não vai me paralisar.

Fiquem bem, se cuide, cuide de quem você ama.
Confie que tudo vai passar.

Inocência Manoel

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