A transformação de uma empresa é humana

A transformação de uma empresa é humana

Muito se fala de Direitos Humanos, mas você sabe de fato o que isso significa? Ao contrário do que muitos pensam, ou do que algumas fake news insistiram em distorcer, os Direitos Humanos não são exclusivos para proteger alguns tipos de pessoas. Eles são feitos para todo e qualquer ser humano… incluindo eu, você, seu vizinho e o colega de trabalho.

A Declaração dos Direitos Humanos foi assinada em 1948, principalmente depois que os países conseguiram enxergar os horrores da Segunda Guerra Mundial. Naquela época as pessoas e os dirigentes concordaram que era hora de buscar um novo mundo para todos os povos e todas as nações. Novamente: os Direitos Humanos não servem para beneficiar uns e condenar outros, mas sim para garantir direitos fundamentais, como a vida, a liberdade, a saúde e a segurança das pessoas. Ah, e se você ainda acha que os Direitos Humanos são coisa de um pessoal aí, tá precisando se informar. Sugiro ler a redação na íntegra aqui.
Como empresária, acredito que todas as empresas, grandes e pequenas, têm uma responsabilidade independente de respeitar os direitos humanos, não importa como o Estado vem cumprindo suas obrigações (mas é dever pessoal nosso cobrar o Estado também).

Temos a obrigação, por exemplo, de proibir a discriminação contra mulheres, contra grupos étnico-raciais, deficientes, temos a obrigação de assegurar condições dignas aos trabalhadores e vou além: temos o dever de empoderar mulheres, de promover a igualdade de gênero, de combater a corrupção em todas as esferas.

As sociedades se tornam mais fortes, as pessoas se beneficiam de mais oportunidades, dignidade e liberdade, e os negócios vão melhor quando os direitos humanos são respeitados, acredite. A reputação de uma empresa, os seus valores intangíveis fortalecem uma empresa e todo o seu legado.

Cada sementinha que planto como empresária, ao criar produtos, conceito e campanhas leva isso em conta. A árvore da Inoar não pode ser frondosa só para mim, mas para todos que acreditam nas pessoas em primeiro lugar.

“Sem talento você não tem show”

“Sem talento você não tem show”

Conduzir uma empresa é tarefa para poucos. Aquela luz dourada que costumam jogar sobre o empreendedorismo não é bem assim e, na maioria dos seus dias, você vai lidar muito mais com problemas do que com as glórias do negócio.

No fundo, vejo todas as dificuldades como oportunidades, inclusive em um dos momentos mais difíceis para mim como gestora: o momento do desligamento de um colaborador. Não importa se ele foi demitido ou se ele é o demissionário, este é um momento delicado, mas repleto de oportunidades para aprendermos mais sobre nós mesmos, sobre a empresa e sobre as pessoas.

Desenhei cuidadosamente o processo de admissão na Inoar: os entrevistados, não importa em que momento do processo seletivo, recebem nossos kits de produtos, sendo ou não admitidos. Esses procedimentos demonstram de imediato a cultura da empresa. Sempre fiz questão de me envolver, de conversar com todos os nossos colaboradores, estar próxima e eu mesma estabeleci regras que fazem a Inoar diferente e humana.

Então, se no momento de admissão temos este cuidado, por que seria diferente na demissão?

Considero de suma importância a entrevista de desligamento com nossos ex-funcionários. Ela traz informações valiosas para os Recursos Humanos e a empresa como um todo, para a melhoria de processos e estabelecendo a cultura de diálogo, que tanto valorizo. É importante que cada colaborador saiba de sua importância e, principalmente, que ele reconheça em nós uma empresa aberta a ouvir e aprender.

Mais do que isso, a entrevista demissional é estratégica: ela ajuda a reduzir os índices de rotatividade e é uma ferramenta de compliance (a conformidade com as regras de conduta da empresa) para fortalecer a prática do feedback. Ela é, ainda, uma oportunidade para identificarmos problemas muitos sérios que possam estar ocorrendo na empresa, como o assédio moral, ou alguma ação antiética que vá contra os princípios da empresa, ou seja, esse tipo de conversa é uma ferramenta muito poderosa ao enfrentar essas situações.

E vou além: incluir nos processos de gestão de pessoas a entrevista de desligamento é respeitar o significado da palavra “gestão de pessoas”. Isto mostra o nosso comprometimento com as pessoas, o capital humano da empresa.

Muitas vezes consegui reverter situações que não terminaram com uma demissão. Quando eu atuava junto com o RH, conversei com um colaborador que apresentava um problema pontual, pudemos ver juntos os dois lados da situação e descobrimos era apenas uma atividade que estava mal conduzida gerando um ressentimento ou algum tipo de pressão equivocada. E aí precisei agir, acolher, ouvir e dialogar. E o colaborador ficou.

É nisso em que eu acredito: toda situação precisa ser analisada por pessoal competente, que irá fazer uma análise real do que está ocorrendo, porém com dados para entender as motivações da saída, quais pontos da empresa são positivos e quais precisam ser melhorados.

Uma pesquisa da companhia californiana de gestão Korn Ferry aponta que as duas principais causas das taxas de rotatividade nas empresas são problemas com os líderes e falta de oportunidades dentro do ambiente de trabalho. Muitas vezes uma entrevista demissional apresenta exatamente este cenário que pode ser contornado em uma próxima situação: todos aprendem por meio de experiências e dessa forma conseguimos reter talentos, que, afinal, é o melhor recurso de qualquer empresa.

É como diz Gary Burnison, presidente global da Korn Ferry: “Quando se tem pessoas talentosas, você consegue desenvolver qualquer estratégia, enquanto o contrário não é possível. Sem talento você não tem show.”

Te quiero, América

Te quiero, América

“Com todos os seus mísseis, e as suas enciclopédias, e a sua guerra das estrelas, e a sua fúria opulenta, com todos os seus triunfos, o Norte é quem ordena. Mas, aqui embaixo, bem embaixo, perto das raízes, é onde a memória nenhuma recordação omite. E há aqueles que desmorrem, e há aqueles que desvivem, e assim juntos eles conseguem o que era impossível: que todo mundo saiba que o Sul também existe”.

Mário Benedetti

Nestas minhas andanças pelo mundo, nunca estive tão próxima do meu lugar.

No meio de pessoas falando em outros idiomas, encontro a minha fala e é aqui que quero estar.

A América do Sul é minha paixão, é onde tenho as minhas raízes, por mais que eu ande aqui e acolá. E é com grande tristeza que recebo as notícias do Chile. Como vocês devem ter visto, o povo chileno está nas ruas impulsionado pelo aumento dos preços da passagem de transporte público, um estopim que conhecemos tão bem.

Está claro que não foi só isso. Tudo no Chile ficou muito caro nos últimos anos. Em dez anos, o aumento para comprar ou alugar imóveis foi de 150%. Não há saúde pública e os remédios são caros para a maioria da população. As universidades públicas são todas pagas. Sim, você leu isto: lá o que é público é pago.

Mais de 50% da população chilena vive com menos de um salário mínimo.

Para ganhar a vida, o chileno encara uma jornada de trabalho de 45 horas, férias de 15 dias e meia hora de almoço.

Soma-se a tudo isso a péssima distribuição de renda do país e previdência que obrigatoriamente passou a ser privada – lá cada trabalhador tem que se virar com seu futuro, o que vem contribuindo para os suicídios de idosos – que, sozinhos, não têm com o que sobreviver.

Fica claro que a enorme crise começou com o aumento das passagens do metrô, mas não se restringe a ela. Muito além de manifestos, a violência tomou conta das ruas, com incêndios, ataques, saques e – infelizmente, mortes.

O que está acontecendo no Chile deixa claro também o fracasso das políticas neoliberais que resultaram em recessão, desemprego, retirada de direitos, e privatizações como estamos presenciando no país e também no Equador, mas que os Argentinos já deixaram claro não tolerar mais, com o resultado das suas urnas.

No Neoliberalismo, todos os serviços públicos são privatizados e muito caros, os salários cada vez mais baixos, nada de leis trabalhistas, seguro saúde só para quem pode pagar e a aposentadoria é feita por capitalização, atendendo somente da classe média alta para cima. Este modelo, que deveria estar para sempre sepultado, é sinônimo de miséria, crise social, privilégios para grandes grupos econômicos e injustiça social. Não à toa, o Chile decretou estado de emergência, e a fúria continua à solta na América do Sul. Equador, Peru, Bolívia, Chile, Venezuela, Paraguai e Argentina vêm registrando manifestações populares, distúrbios políticos e confrontos em 2019. Um ano difícil para nossos vizinhos, com quem muito podemos aprender.

Sobre Não Deixar Ninguém para Trás

Sobre Não Deixar Ninguém para Trás

No último post, vocês puderam ler sobre a minha participação na Semana dos Líderes do Pacto Global das Nações Unidas 2019, em Nova York.

Como já divulgamos, o Pacto da ONU é a maior iniciativa de sustentabilidade corporativa do mundo, e estar presente ao lado de verdadeiros líderes não é só uma grande oportunidade, mas uma ressignificação do compromisso que eu tenho com a empresa, com o projeto social Beleza Solidária, com a vida de pessoas, de animais e do nosso planeta.

Foram dias intensos, começando pelo meu encontro com representantes indígenas do Brasil. Cacique Raoni, que recebeu um prêmio pelo seu engajamento com a floresta Amazônica e o desenvolvimento sustentável, fez um apelo para toda a comunidade internacional, para unir todos os povos, de todas as florestas, para acabar com o desmatamento, acabar com o garimpo, acabar com a poluição dos rios.

Pude conversar com Kaiulu, representante e presidente das mulheres xinguanas, que me falou que o objetivo da ida a Nova York era levar a voz do povo indígena e que espera sensibilizar a sociedade não-indígena sobre que está acontecendo no Brasil, e como seu povo vem sofrendo ataques diversos.

Além disso, participei do 4º Fórum Empresarial dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que promoveu diálogos público-privados com executivos de empresas que vêm fazendo a diferença no mundo, como Google e a Verizon.

Também fui convidada para o evento Trailblazing Women Reception (Recepção das Mulheres Pioneiras), uma noite de inspiração, apresentando executivas fundadoras e empreendedoras e seu impacto nos negócios, no planeta e na sociedade. Assisti a cases das mulheres na liderança de empresas como Mastercard e Deloitte, que trouxeram dados importantes de como a presença feminina torna os negócios mais rentáveis, embora o número de líderes do sexo feminino ainda seja muito reduzido. A ideia é promover a igualdade de gênero de acordo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (meta 5 do Pacto Global).

Sem dúvida nenhuma, um dos momentos mais emocionantes foi ouvir o Vice-Presidente da ONU, Paul Polman, que nos lembrou que as metas de desenvolvimento são uma parceria com a humanidade, acima de tudo.

A maior lição que o Pacto Global nos ensina, afinal é “Não Deixar Ninguém para Trás”.

Nós, como líderes, temos que ser exemplo. Temos que ser solidários e temos por obrigação lutar pela igualdade, justiça social, combate à fome, à pobreza, lutar por educação, pois sem isso não se fura a bolha da miséria. Temos que todos os dias fazer bem a alguém. Quero ser uma pessoa que inspira as pessoas a ajudarem o próximo e que nunca se acomodem.

Somos a geração que vai transformar promessas em realidade! Convido todos vocês a conhecerem mais sobre o Pacto Global e suas 17 metas neste vídeo e nos canais da Inoar. 2030 está logo aí e temos muito a fazer.

#GlobalGoals # OurOnlyFuture #GlobalCompact #ODS # SDG #Agenda2030

Co-fundadora da Inoar Cosméticos participa de Fórum na Organização das Nações Unidas

Co-fundadora da Inoar Cosméticos participa de Fórum na Organização das Nações Unidas

Painéis com líderes de diversos setores trouxeram soluções para empresas implementarem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU

Nova York, 25 de setembro de 2019 – O 4º Fórum Empresarial dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) foi realizado em Nova York, no dia 25 de setembro de 2019 e contou com uma plataforma única de múltiplas partes abertas ao diálogo para alcançar os ODS da ONU – promovendo diálogos público-privados, catalisando novas parcerias e alianças e explorando soluções empresariais inovadoras para acelerar o desenvolvimento sustentável.

Inocência Manoel, co-fundadora da Inoar Cosméticos, participou do Fórum, realizado durante a Cúpula dos ODS de 2019 da ONU, que será realizada sob o tema: “Transformando Promessas em Realidade”.

Lise Kingo, diretora executiva do Pacto Global da ONU, e Liu Zhenmin, subsecretária-geral de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas, abriram o evento que seguiu com o painel Financiamento Sustentável para 2030, com a participação de Madelyn Antoncic, CEO da Fundação SASB; Sir Suma Chakrabarti, Presidente do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento; Farzanah Chowdhury, diretora executiva da Green Delta Insurance; Alberto De Paoli, Diretor Financeiro da Enel. O painel abordou as ações que  empresas podem criar para integrar de maneira tangível os ODS nos seus processos operacionais, como investidores podem apoiar uma mudança em direção aos modelos de negócios alinhados com a sustentabilidade e como as multinacionais podem ajudar micro, pequenas e médias empresas a financiar seus planos para adoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Seguindo a programação, o painel O Futuro dos Negócios trouxe um cenário de mudanças para os negócios, como as empresas estão incorporando os ODS em suas organizações, como a tecnologia vai transformar a mão de obra e quais são as implicações e como a ação para o clima pode lançar as bases para um mundo mais sustentável. Os participantes foram unânimes em afirmar que é urgente alcançar os objetivos propostos pelo Pacto Global, que é preciso uma mudança de comportamento geral e que ao mesmo tempo em que novas tecnologias surgem a cada dia, é importante pensar no lado humano, em melhores relações de trabalho e no bem-estar das pessoas, na redução do desperdício, na erradicação da fome. O painel teve a participação de Claudia Azevedo, CEO da Sonae; Gamze Cizreli, Sócia Fundadora e CEO da Big Chefs Café e Brasserie; Flora Mutahi, diretora executiva e diretora executiva da Melvin Marsh; e Rose Stuckey Kirk, da Verizon Communications.

O painel “Ambição Escalável” contou com a participação do presidente das Maldivas, Sr. Ibrahim Mohamed Solih; Cyrill Gutsch, Fundador da Parley for the Oceans; Pamela Molina, diretora executiva da Agrolibano; e Kent Walker, vice-presidente sênior de assuntos globais e diretor jurídico do Google. O presidente das Maldivas trouxe à tona a “crise do plástico”, e como o país está comprometido com a busca de novas tecnologias e materiais que reduzam o uso de plásticos. O painel destacou empresas que foram além no cumprimento das metas, como o Google, que vem trabalhando para reduzir a pegada de carbono, com o uso de energia limpa, fornecimento de tecnologia acessível e investimento em inteligência artificial.

Os participantes ainda comentaram sobre as dificuldades de implanta uma cultura de desenvolvimento sustentável em modelos de negócios e Pamela Molina lembrou que a realidade do mundo é ainda de pobreza extrema e do quanto é importante “não deixar ninguém para trás”.

Finalizando o Fórum, John W.H. Denton, Secretário-Geral da Câmara Internacional de Comércio, chamou à plenária o Presidente da Câmara de Comércio Internacional e Vice-Presidente da ONU, Paul Polman. Sem dúvida nenhuma, o discurso mais emocionante do evento, foi marcado pela reflexões: como cuidar de um planeta em que cada indivíduo deixa sua pegada de carbono? Paul lembrou que as empresas precisam trazer as metas globais para dentro de sua essência e que cada negócio pode fazer algo, não pode ficar paralisado. O vice-presidente da ONU lembrou ainda que as metas de desenvolvimento são uma parceria com a humanidade. Cada um dos líderes presentes foi lembrado que a realidade do planeta é que muitas pessoas não sabem o que vão comer no dia seguinte e que o custo de não fazer nada será sempre o mais caro.

Inocência Manoel acompanha a agenda do Fórum e diz: “Nós, como líderes, temos que ser exemplo. Temos que ser solidários e temos por obrigação lutar pela igualdade, justiça social, combate à fome, à pobreza, lutar por educação, pois sem isso não se fura a bolha da miséria. Temos que todos os dias fazer bem a alguém. Quero ser uma pessoa que inspira as pessoas a ajudarem o próximo e que nunca se acomodem.”

Sobre a Inoar

Empresa brasileira referência no mercado nacional e internacional, a Inoar Cosméticos traz em seu DNA a essência de seus fundadores: a criação de produtos inovadores pelo olhar único de Inocência Manoel, Diretora de Marketing e Criação, e a administração dos negócios de Alexandre Nascimento fazem da Inoar uma marca de cosméticos inspirados em vários tipos de pessoas, com inovação, tecnologia de ponta e o know-how de quem entende as necessidades de profissionais e consumidores finais.

http://www.inoar.com
Facebook: Inoar Brasil
Instagram: @InoarBrasil
Tel.: +55 11 4135-4555

Co-Fundadora da Inoar Cosméticos participa de Fórum de Desenvolvimento Sustentável em evento do Pacto Global da ONU em Nova York

Co-Fundadora da Inoar Cosméticos participa de Fórum de Desenvolvimento Sustentável em evento do Pacto Global da ONU em Nova York

Neste ano, marca lançou sua primeira coloração e tonalizante com formulação 100% veganos do mercado

São Paulo, setembro de 2019 – A co-fundadora da Inoar Cosméticos, Inocência Manoel, participa, na próxima semana de eventos na sede da ONU, em Nova York: Fórum de Desenvolvimento Sustentável (SDG Forum), que apresentará informações do Relatório de Progresso do Pacto Global da ONU de 2019 – um balanço dos esforços das empresas participantes para incorporar os dez princípios sobre direitos humanos, trabalho, meio ambiente e anticorrupção em seu trabalho, e da Trailblazing Women Reception (Recepção de Mulheres Pioneiras), que lançará outra iniciativa global, relacionada à igualdade de gênero, a Target Gender Equality.

Desde Março de 2019, a Inoar Cosméticos apoia o Pacto Global das Organizações das Nações Unidas, maior iniciativa de sustentabilidade empresarial do mundo, que convida empresas a alinharem as estratégias e operações com os princípios universais de direitos humanos, trabalho, meio-ambiente e combate à corrupção, e a tomarem medidas que promovam objetivos sociais.

“As ações práticas que a Inoar vem desenvolvendo ao longo dos anos têm total sinergia com os princípios estabelecidos pelo Pacto Global. A participação nesta grande iniciativa da ONU, reforça tudo aquilo em que sempre acreditei”, diz Inocência Manoel, co-fundadora, Diretora de Marketing, Criação e Desenvolvimento da Inoar, que neste ano inovou novamente ao lançar a primeira linha de coloração e tonalizante com formulação 100% vegana do mercado durante a Beauty Fair 2019, maior feira de beleza da América Latina. Além disso, há três anos, a marca faz parte da lista do PETA (Associação de Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais) de empresas “livres de crueldade” (cruelty free) e vegana para sua linha de produtos capilares. Isso significa que esses produtos passam por testes, mas nunca em animais.

A Semana dos Líderes do Pacto Global da ONU, de 23 a 27 de setembro, oferecerá aos líderes empresariais a oportunidade de se reunir com o governo, a sociedade civil e os líderes da juventude para identificar ações claras para responder à crise climática e acelerar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

A semana apresentará uma série de diálogos de alto nível que se alinharão às agendas das reuniões intergovernamentais da semana de alto nível da 74ª sessão da Assembléia Geral da ONU, incluindo mudança climática, saúde, financiamento sustentável e o Fórum de Desenvolvimento Sustentável.

Precisamos falar sobre suicídio

Precisamos falar sobre suicídio

Você provavelmente tem visto nas suas redes sociais algumas campanhas do Setembro Amarelo. Você também deve ter algumas opiniões formadas a respeito deste assunto e certamente fica completamente em choque quando ouve falar sobre um suicídio. Especialmente quando acontece mais perto do que gostaria.

Os dados são estarrecedores: cerca de 800 mil pessoas acabam com suas vidas todos os anos no mundo, o que equivale a uma morte a cada 40 segundos. Pior para nós, brasileiros: a taxa de suicídios a cada 100 mil habitantes aumentou 7% no Brasil, ao contrário do índice mundial, que caiu 9,8%, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

No último fim de semana comecei a receber mensagens muito suspeitas de uma amiga. Como estamos em campanha de prevenção do suicídio, eu já tinha lido alguns sinais de alerta:

Frases suspeitas: “não aguento mais”, “eu queria sumir” e “eu quero morrer” podem ser um pedido de ajuda. Mas em alguns casos, como no da minha amiga, vinham em tom de despedida.

Mudanças comportamentais: mudanças de humor, sono excessivo ou insônia, desorganização repentina, abandono das atividades,

Uso de álcool e drogas: aumento de uso dessas substâncias, como que para fugir ou desligar-se.

Suspeitei que havia alguma coisa muito errada e por isso acionei o Corpo de Bombeiros, que a socorreu após uma tentativa de tirar a própria vida. E vi que muitas vezes a própria pessoa não entende o que está acontecendo consigo mesma. Por isso é importante quebrar o tabu que é falar sobre o suicídio e a depressão e entender que eles são de fato uma doença e devem ser tratados como todas as doenças: com médicos e profissionais especializados.

Como em muitos temas ligados à saúde, preconceito e desinformação têm atrapalhado o manejo adequado do suicídio. É importante falar com a pessoa que está doente: “Hey, você não está sozinho. Você tem uma doença e ela tem tratamento. Procure um médico. Vem, vamos juntos.”

Muitas vezes é isso que irá salvar uma vida. Se você sentir que algo não está bem, fale. A conversa pode aliviar a angústia e a tensão geradas por seus pensamentos.

A campanha Setembro Amarelo tem origem com a história do casal Dale Emme e Darlene Emme, que perdeu um filho aos 17 anos de idade. Mike, o garoto, gostava de carros e restaurou um Mustang amarelo, mas tirou sua própria vida sem que os amigos e a família percebesse os sinais de que algo não estava bem. Em seu funeral, uma cesta de cartões com fitas amarelas presas a eles estava disponível para quem quisesse pegá-los com a mensagem: “Se você precisar, peça ajuda.” A fita amarela foi escolhida como símbolo do programa que incentiva aqueles que têm pensamentos suicidas a buscar ajuda. Em 2003 a OMS instituiu o dia 10 de setembro para ser o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, e o amarelo do Mustang de Mike é a cor escolhida para representar este sentimento.

Se você assistiu Bird Box, talvez tenha se impressionado com as cenas de suicídio presentes na trama. O filme conta a história de uma mãe (vivida por Sandra Bullock) que tenta manter os filhos vivos após a invasão de criaturas alienígenas. No longa, quem olha para os monstros imediatamente comete suicídio. Por isso, a protagonista permanece vendada a maior parte da história. Talvez você também tenha lido a teoria de que as criaturas (que ninguém vê) são uma alegoria da depressão.

Isso tudo passa a fazer sentido quando a gente traz o assunto à tona. Falar da depressão, do suicídio, de doenças mentais, não pode ser um tabu. Não podemos vendar mais os nossos olhos.

Se você precisar, peça ajuda: Ligação gratuita: CVV 188 | Samu 192