TEMPO E DESTINO

PHOTO-2018-09-03-12-53-04 (1)

Quanto tempo temos para fazer as mudanças que queremos? Concretizar nossos sonhos? Força para lutar pelo que acreditamos? Tempo não é eterno, e cada vez mais  rápido nos impõe à angustia da escolha.

Este tema vem após o que ocorreu na noite de domingo, 02/09, no Rio Janeiro: incêndio do Museus Nacional. O quinto maior acervo do mundo. Até que ponto não somos conivente com tudo o que está se fazendo com o patrimônio nacional? O que estamos pensando com relação às eleições 2018 que pode melhorar/mudar tal quadro?

A INOAR está às vésperas da Beauty Fair, um dos eventos mais importantes de beleza, mas não há como não comentar o descaso com incêndio no Museu Nacional, que não só transformou em cinzas parte de nossa memória, mas à memória da humanidade. Afinal, a História é universal, embora ocorra nesse ou naquele território.

Cada hora surgem novas informações sobre o que “virou cinza”, mas compartilho essa lista, certamente incompleta, que recebi de um grupo de cientistas, sobre o que tinha no Museu Nacional do RJ:

• A maior coleção de meteoritos do Brasil (Incluindo o famoso Meteorito de Bendengó encontrado em 1784, pesando 5.260kg).
• Minerais e rochas catalogados desde 1790.
• O primeiro vegetal fóssil coletado no país.
• Exemplares da fauna fóssil das eras Mesozoica e Cenozoica.
• Esqueletos completos de espinossauro, dinodontosauro e preguiças-gigantes.
• Luzia, o mais antigo fóssil humano já encontrado nas Américas.
• A maior e mais antiga coleção de arqueologia egípcia da América Latina.
• Afrescos provenientes de Pompéia.
• Artefatos de civilizações ameríndias da era pré-colombiana.
• As únicas múmias indígenas encontradas em território brasileiro.
• 30.000 objetos de cem grupos indígenas de todas as regiões do Brasil.
• Acervo de etnologia africana pertencente a Dom João VI.
• Manto e colar reais de povos do Oceano Pacífico da coleção de Dom Pedro I.
• Além do Palácio em estilo neoclássico residência da família imperial brasileira.

Arte, cultura são nossos maiores patrimônios. Até quando assistiremos o sucateamento da memória nacional enquanto os recursos públicos são alocados (quando não desviados) para interesses do mercado financeiro, especulativo, ou outros na esfera privada?

Há uma música de Pink Floyd que traduz muito o “desprezo” que temos pelo tempo, que no final é quem traça o nosso destino: “Time”. Ela foi animada por Walt Disney com o surrealismo de Salvador Dali. Vale a pena assistir.

 

Inocência Manoel – Fundadora INOAR Cosméticos

How 12 Female Beauty Entrepreneurs Found Funding For Their Brands

INO link

Em matéria de Alaina Demopoulos, www.popsugar.com, sobre “Como 12 Empresárias de Beleza encontraram financiamento para suas marcas.” Na sequencia, meu depoimento, em tradução livre:

Enfrentei muitos obstáculos financeiros no início. Os bancos não forneciam capital sem garantia. Na época eu não tinha nada e ninguém acreditava no meu negócio. Comprei materiais para fabricar apenas cinco litros de produto por que era tudo que eu podia pagar. Vendi um litro para pagar o dinheiro do gás, e o resto do produto eu dividia como amostras. Não havia fontes de financiamento para meu perfil. Eu trabalhei para me sustentar de segunda à segunda, trabalhando até o amanhecer. Trabalhava num espaço fora da minha cozinha. Foi, então que consegui uma fábrica para terceirizar à produção, mas isso era pouco. Coloquei um anúncio com minha foto em uma revista de grande circulação. No meu negócio eu era tudo: secretária, financeiro, vendedora e modelo. Falhei algumas vezes, mas consegui realizar meu sonho porque nunca desisti.” – Inocência Manoel, CEO e fundadora da INOAR Cosméticos.

Veja os ricos depoimentos de outras empresárias pelo mundo, no link original:

https://www.popsugar.com/beauty/photo-gallery/45131642/image/45132021/Inocencia-Manoel-INOAR

“A ÚNICA EVOLUÇÃO POSSÍVEL PARA O SER HUMANO É A EVOLUÇÃO ÉTICA. O RESTO É ACUMULAR BENS.”

INOCENCIA E NETO

À linha THERMOLISS está sendo aclamada aqui na COSMOPROF Las Vegas. Um tratamento vegano, algo revolucionário. Há um reconhecimento da INOAR enquanto empresa criativa e inovadora. Tal reconhecimento e honras nos enche de orgulho. Como dar perenidade a tudo isso, ao que construímos, ao que estamos vivendo? Deixando um legado às futuras gerações. Daí que dedico todo meu sucesso, o sucesso da INOAR Cosméticos ao meu Neto.

Para ele, que amo tanto, que está começando a vida, tem menos de 1 aninho, deixo o legado de um espírito de empreendedora, guerreira, com uma fé inquebrantável para realizar projetos, que enfrentou (e ainda enfrenta) todo tipo de desafios para fazer valer os direitos dos que criam e inovam. Batalha difícil num país onde não há incentivos à indústria nacional, e muitas vezes instituições públicas junto com privadas e associações, favorecem grandes conglomerados estrangeiros porque estes fazem maior investimento em mídia televisiva.

Nossa luta é pela ética nas relações comerciais. Ética que quero deixar como legado ao meu neto. E a diferença entre herança e legado é que a primeira se caracterizada por bens materiais, que quanto mais se usa mais se gasta. O legado é imaterial, associado aos ideais, aos princípios éticos e morais. O legado é perene, é imortal. Quanto mais se usa mais aumenta, e maior sua capacidade de influenciar e mudar o mundo.

Olhando para o futuro, para daqui 20, 30 anos, tenho certeza que meu neto, reconhecendo nossa batalha, lutará por uma sociedade mais estruturada quanto aos valores morais e éticos, não sucumbindo somente aos materiais. Uma sociedade que compreenda o papel dos antepassados, dos pioneiros, para chegarmos até aqui, e a importância de legados perenes para que gerações futuras continuem fazendo o caminho da evolução.

E como diz o escritor português José Saramago “A única evolução possível para o ser humano é a evolução ética. O resto é acumular bens.” Ou, como diz em Timóteo 10:7 “A memória deixada pelos justos será uma benção, mas o nome dos ímpios apodrecerá.”

A música que segue (link abaixo) traduza uma parte do imenso amor com que deixo tal legado:  https://youtu.be/EOVp4tb5Fn0

 

Inocência Manoel – Fundadora INOAR Cosméticos

 

 

 

INOAR promove o 5º Congresso Cabelo & Ciência sob o tema Afro-Empreendedorismo

congresso imagem

O Brasil é considerado o maior laboratório de estudo de cabelos do mundo devido à diversidade étnica. São inúmeras combinações de texturas, encaracolados e formas naturais. Desse modo, é crescente a necessidade de conhecimento da estrutura capilar resultante de diversos tratamentos químicos, com diferentes especificidades, na perspectiva de resultados cosméticos exitosos. Neste 5º Congresso (detalhes ao final do artigo) também apresentaremos o lançamento para exportação: o Shampoo Vegano Thermoliss, para uso profissional, que se destaca por ser um aliado na transição capilar, valorizando os cachos ou para múltiplos protocolos de uso, do cacheado ao liso,

A INOAR é pioneira no Brasil no uso do ácido glioxílico como alisante. Com grandes investimentos em pesquisa, desenvolvemos protocolos para diferentes aplicações como alisar, ondular, reduzir volume, soltar cachos, fazer o chamado permanente afro, definir, relaxar e a “escova progressiva”.

A transformação capilar à base de ácido glioxílico da INOAR é um produto de ampla aceitação nos mercados mundiais. Por que no Brasil há resistências em aprovar à inclusão do ácido glioxílico como ingrediente de função alisante pelos órgãos de Regulação e/ou Entidades de Classe?

Nesta semana a INOAR publicou um Manifesto sobre ácido glioxílico, que há muito vem sendo usado no mundo, e ainda é proibido no Brasil. Certamente que há interesses mercadológicos nesse processo envolvendo grupos de pressão/lobistas que impedem sua liberação. E como dissemos no referido Manifesto, à ANVISA não tem mais impedimentos, inclusive pela vasta pesquisa da área técnica da INOAR, com estudos e certificações diversas que vem tentando quebrar essa barreira.

A indústria de higiene pessoal, perfumaria e cosmético só tem crescido no Brasil, ficando bem posicionada entre os três maiores mercados consumidores do mundo. Em que pese o papel desempenhado por grandes empresas, é das pequenas e médias os melhores resultados em geração de renda e ocupação, apesar destas continuarem tendo dificuldade de acesso ao credito, financiamentos, capital de giro e inovação tecnológica. Neste item, inovação tecnológica, à INOAR sempre esteve na vanguarda.

Então, quando promovemos um evento como o 5º Congresso sobre Afro-Empreendedorismo é porque de fato estamos comprometidos, em atender as demandas de beleza, estética e saúde dos cabelos, da grande maioria dos brasileiros, onde majoritariamente às mulheres têm cabelos cacheados.

Compartilho com vocês uma reflexão, nesse momento onde os brasileiros estão mais animados com os resultados da Seleção na Copa do Mundo: até quando à indústria nacional, que investe, emprega, gera renda, divisas será colocada “de joelhos” para grandes conglomerados multinacionais? Até quando desrespeitaremos nossa criatividade, conhecimento e capacidade de superação, resultado da miscigenação étnico-cultural, legado de nossos antepassados, imigrantes ou não, capaz de gerar produtos de alta performance para o mundo inteiro? Até quando nossa biodiversidade será explorada sem que nós brasileiros possamos fazer uso prioritário do que nossa terra produz? Onde está nosso espírito de brasilidade?

 

Inocência Manoel – Fundadora INOAR Cosméticos

 

5º CONGRESSO AFRO-EMPREENDEDORISMO

O evento, direcionado para profissionais do setor (farmacêuticos, cabeleireiros), acontecerá no dia 25 de junho, das 13h às 17h, no Estanplaza Paulista. Os participantes receberão certificado ao final do congresso.

Dia 25 de Junho de 2018,  13h às 17h.

Local: Estanplaza Paulista (Alameda Jaú, 497 – Cerqueira César, São Paulo)

http://www.inoar.com | (11) 4135-4555

 

Agenda

13:00  Credenciamento e Composição da mesa solene

13:30  Abertura

13:40 – 14:00 Palestra “O Poder do afroempreendedorismo e o afroconsumo” – Adriana Barbosa

14:10-14:30  Palestra “Cabelo afro. A força está nos cachos – Dra. Valéria Longo – Universidade Federal de São Carlos

14:45-15:15  Coffee Break

15:15-16:15  Painel Representatividade com Alberto Silva – ONG Florescer; Maiara Barreto – Farmacêutica e atleta de natação paraolímpica; Aline Silva – Atleta olímpica; e Wally Custódio – Hair Stylist

16:45 – 17h   Encerramento

 

 

 

 

A FLORISTA

floristas
Foto de Inocência Manoel

 

As floristas são mães trabalhadoras, que dão duro para garantir o sustento de suas famílias. Floriculturas são comuns nas ruas de Lisboa e, na grande maioria, gerenciadas por mulheres.

Portugal é um grande produtor de flores de corte e plantas envasadas. Mercado que rende em torno de 500 milhões de euros por ano. Segundo dados de 2017, cerca de 10 a 20% da produção é destinada à exportação, principalmente à Espanha e Holanda. Enquanto às plantas envasadas vão para França, Inglaterra e Itália.

A floricultura é um dos setores agrícolas que mais gente emprega e durante todo o ano. São gerados cerca de cinco mil postos de trabalho diretos em todo Portugal.

Que as flores sempre possam alegrar nosso dia-a-dia com suas cores, variedades e texturas.

 

Inocência Manoel – Fundadora INOAR Cosméticos

AFRICA DO SUL – o sonho de Mandela

Batwa_women_in_Burundi_cropped
Mulheres em Burundi

O continente africano que nos encanta com suas formas, sons e cores, é também uma África que chora de fome, dor e abandono devido as guerras, disputas étnicas e doenças.

O mundo tem uma dívida ativa com África. Desta todos tiraram (e ainda tiram) um pouco. A prática da escravidão há milênios existia no mundo e era aceita por diferentes povos, mas, é no século XV, com a chegada dos portugueses ao continente que se intensifica o tráfico de escravos. Há divergência quanto ao número de pessoas que foram tirados de África na condição de escravos. Historiadores falam entre 8 e 100 milhões.  Somente a partir do século XIX é que começa a ser condenada, e consequentemente abolida no mundo. O Brasil foi o último a abolir oficialmente a escravidão. Entretanto, ainda hoje estima-se 200 mil trabalhadores vivendo em regime de trabalho escravo. Daí o sucesso e a força do samba enredo da escola Paraíso do Tuiutí, que em comemoração ao bicentenário da abolição, questiona sobre o fim da escravidão no Brasil, principalmente pós aprovação da reforma trabalhista do atual governo.

A África do Sul é o país mais rico e industrializado da África, se diferenciando do resto do continente, principalmente, pelo ativismo de Nelson Mandela (ou Madiba como era carinhosamente tratado), que mesmo sendo preso político durante 27 anos, devido sua luta contra o Apartheid, foi presidente entre 1994 a 1999. O que mudou para sempre o destino daquele país.

Com uma economia diversificada em serviços (a força do turismo), indústria (química, petroquímica, alimentícia e de equipamentos agrícolas), agricultura (cultivo de milho, cana-de-açúcar, uva e laranja, além da forte pecuária bovina) e extrativismo (carvão, cobre, manganês, ouro, diamantes, entre outros) à África do Sul vai ampliando seu potencial de desenvolvimento.

A INOAR está presente na África desde 2005. Já foi citada diversas vezes na imprensa local, e especializada, pela importância do projeto “Beleza Contra a Pobreza”, um braço do projeto Beleza Solidária, idealizado por mim e que ganhou destaque na imprensa norte americana e europeia pelas ações no “Mandela Day”. Nesse projeto realizamos treinamento e distribuição de produtos gratuitamente às populações mais pobres e necessitadas, permitindo que iniciem seu próprio negócio. É um projeto de geração de renda e ocupação.

 

Sem título

Revistas referência em moda e hairstyle, têm destacado a qualidade dos produtos INOAR em tratamento e beleza dos cabelos e pele. A mais recente é a edição de março da Glamour Magazine, na matéria intitulada “Por que nós ainda amamos os óleos” (Why We Still Love Oils?), destaca o óleo multifuncional Kálice dentre os melhores produtos do mercado, “é um hidrante completo”. A matéria aponta, ainda, pelo menos 4 benefícios do óleo multifuncional Kálice: 1 – São ótimos em todos os tipos de pele, até mesmo nas oleosas; 2 – Funcionam harmonicamente com os outros produtos da linha (shampoo e condicionador); 3 – Agem como um nutriente definitivo para seus cabelos; 4 – Na pele, diminuem a aparência da celulite. Veja link: https://www.facebook.com/pg/INOARSouthAfrica/posts/

Compartilhei esse post porque depois de tantas batalhas, ter nosso trabalho, nossos produtos, sendo reconhecidos em diversos países, ricos em suas histórias, belezas e potencial, como é o caso da África do Sul, nos enche de orgulho. INOAR é uma empresa que cresce compartilhando seus frutos, seus saberes, suas histórias.

 

Inocência Manoel – Fundadora da Inoar Cosméticos.

 

Fontes:

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Batwa_women_in_Burundi_cropped.jpg?uselang=pt-br

O Poder Negro em Revolta (original em inglês: Ghetto Rebellion To Black Liberation) de Claude Lightfoot, Paz e Terra. 1969

http://brasilescola.uol.com.br/africa-do-sul/economia-africa-sul.htm