Vida nova todo dia

Vida nova todo dia

“Eu já não sou o que era, devo ser o que me tornei.” Com esta frase, Coco Chanel resume muito bem o único estado permanente que nós temos: a mudança.

Nós, todos nós, somos seres em construção. Estamos neste mundo para, dia após dia, aprender com tudo o que nos permeia. Quando você lê um livro, quando você estuda, quando você se abre para o conhecimento, a transformação é inevitável. No dia seguinte, você não é mais o mesmo.

Todos nós temos pontos a ajustar: mudar paradigmas, quebrar seus próprios preconceitos, andar com os sapatos do outro, derrubar algumas paredes. Mudar é crescer e não se limitar. É ver o mundo com outros olhos. Não significa perder sua essência, mas entender que você sempre pode melhorar.

Neste processo de muitas mudanças que venho enfrentando, tornei uma delas bastante real: a mudança física para outro país. Desde outubro tenho dividido a minha vida entre São Paulo e Buenos Aires, onde estou vivendo, trabalhando e estudando.

Já tinha planos de vir para cá há anos, afinal tenho conexões com a cidade que vão além do trabalho (mas sobre isso falaremos depois). Porém a capital argentina virou meu segundo lar agora, uma vez que estando aqui consigo conciliar a vida profissional e pessoal.

Além dos cursos que estou fazendo, vocês vão saber em primeira mão: estou em fase do acabamento do Centro Técnico Inoar para a América Latina, localizado aqui. Teremos cursos para profissionais avançados, ministrados pelos melhores técnicos das Américas.

Vamos oferecer aqui todo tipo de especialização: corte, coloração, procedimentos diversos e tratamentos inovadores, somente com os grandes nomes da beleza mundial.

Buenos Aires me encanta. A rivalidade que costumamos lembrar dos portenhos só existe no futebol. Aqui sou de casa, aqui tenho amigos e os dias têm sido repletos de boas surpresas.

Apesar da recessão, o país recentemente também foi favorável a uma mudança em seu comando: elegeu como presidente Alberto Fernández, para tentar romper com algumas estruturas, afinal a pobreza por aqui não parava de crescer, fruto de uma crise econômica sem precedentes.

Nada foi suficiente para abalar a fé dos argentinos e nisso vejo muito de mim.

Quando eu acredito em algo, ele se torna tão poderoso que pode acontecer. E se tem algo que não me falta é coragem. Ao sair do meu porto seguro, saí daquele perigo que é a zona de conforto. Venci meus medos porque, para envelhecer com dignidade e qualidade de vida, temos que nos conectar com pessoas de diferentes culturas. Isso demanda aceitação e compreensão de outros costumes. Saber viver com as diferenças é entender que o mundo não gira ao redor do nosso umbigo. Lições de empatia são fundamentais para crescer. Falar outra língua, além de exercitar nosso cérebro, nos permite adentrar um outro universo, que não nos pertencia, mas que pouco a pouco, com as novas palavras, vai fazendo parte do nosso repertório de vida.

Acreditar que no dia seguinte estamos melhores que no dia anterior é acreditar na mudança. É entendê-la. É evoluir. E aqui estou fazendo minha parte.

Hasta luego, amigos.

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“Sem talento você não tem show”

“Sem talento você não tem show”

Conduzir uma empresa é tarefa para poucos. Aquela luz dourada que costumam jogar sobre o empreendedorismo não é bem assim e, na maioria dos seus dias, você vai lidar muito mais com problemas do que com as glórias do negócio.

No fundo, vejo todas as dificuldades como oportunidades, inclusive em um dos momentos mais difíceis para mim como gestora: o momento do desligamento de um colaborador. Não importa se ele foi demitido ou se ele é o demissionário, este é um momento delicado, mas repleto de oportunidades para aprendermos mais sobre nós mesmos, sobre a empresa e sobre as pessoas.

Desenhei cuidadosamente o processo de admissão na Inoar: os entrevistados, não importa em que momento do processo seletivo, recebem nossos kits de produtos, sendo ou não admitidos. Esses procedimentos demonstram de imediato a cultura da empresa. Sempre fiz questão de me envolver, de conversar com todos os nossos colaboradores, estar próxima e eu mesma estabeleci regras que fazem a Inoar diferente e humana.

Então, se no momento de admissão temos este cuidado, por que seria diferente na demissão?

Considero de suma importância a entrevista de desligamento com nossos ex-funcionários. Ela traz informações valiosas para os Recursos Humanos e a empresa como um todo, para a melhoria de processos e estabelecendo a cultura de diálogo, que tanto valorizo. É importante que cada colaborador saiba de sua importância e, principalmente, que ele reconheça em nós uma empresa aberta a ouvir e aprender.

Mais do que isso, a entrevista demissional é estratégica: ela ajuda a reduzir os índices de rotatividade e é uma ferramenta de compliance (a conformidade com as regras de conduta da empresa) para fortalecer a prática do feedback. Ela é, ainda, uma oportunidade para identificarmos problemas muitos sérios que possam estar ocorrendo na empresa, como o assédio moral, ou alguma ação antiética que vá contra os princípios da empresa, ou seja, esse tipo de conversa é uma ferramenta muito poderosa ao enfrentar essas situações.

E vou além: incluir nos processos de gestão de pessoas a entrevista de desligamento é respeitar o significado da palavra “gestão de pessoas”. Isto mostra o nosso comprometimento com as pessoas, o capital humano da empresa.

Muitas vezes consegui reverter situações que não terminaram com uma demissão. Quando eu atuava junto com o RH, conversei com um colaborador que apresentava um problema pontual, pudemos ver juntos os dois lados da situação e descobrimos era apenas uma atividade que estava mal conduzida gerando um ressentimento ou algum tipo de pressão equivocada. E aí precisei agir, acolher, ouvir e dialogar. E o colaborador ficou.

É nisso em que eu acredito: toda situação precisa ser analisada por pessoal competente, que irá fazer uma análise real do que está ocorrendo, porém com dados para entender as motivações da saída, quais pontos da empresa são positivos e quais precisam ser melhorados.

Uma pesquisa da companhia californiana de gestão Korn Ferry aponta que as duas principais causas das taxas de rotatividade nas empresas são problemas com os líderes e falta de oportunidades dentro do ambiente de trabalho. Muitas vezes uma entrevista demissional apresenta exatamente este cenário que pode ser contornado em uma próxima situação: todos aprendem por meio de experiências e dessa forma conseguimos reter talentos, que, afinal, é o melhor recurso de qualquer empresa.

É como diz Gary Burnison, presidente global da Korn Ferry: “Quando se tem pessoas talentosas, você consegue desenvolver qualquer estratégia, enquanto o contrário não é possível. Sem talento você não tem show.”

“Mulheres no comando.”

“Mulheres no comando.”

2“Essas mulheres intensas estão sacudindo a indústria da beleza. O futuro é feminino. Além do mais, o futuro está aqui, como evidenciado por essas mulheres inspiradoras. De CEOs a fundadores de empresas que lançaram impérios de beleza, passando por educadores criando editoriais impressionantes enquanto ensinam a próxima geração, a influenciadores que lideram o estilo nas mídias sociais, essas líderes notáveis estão mudando a maneira como olhamos para a beleza. Mas como elas veem o mundo e que lições de vida ajudaram a permear essas visões? Vamos descobrir.”

O parágrafo acima abre a matéria de Julho de 2019 da revista americana Beauty Launchpad, que entrevistou algumas mulheres que estão realmente transformando o nosso setor.

Fui entrevistada em abril deste ano e é com muita alegria que compartilho aqui na íntegra o conteúdo, para que mais e mais mulheres possam se inspirar e mudar o mundo.

Obrigada, Launchpad!

Como você começou neste setor? O que tem de melhor lembrança de quando começou?

Posso dizer que nasci no setor, porque, desde a minha infância fui apaixonada por cabelos. Eu era muito nova e perto de casa havia um salão de beleza. O local era bastante conhecido na cidade de Assis, no interior do Estado de São Paulo, no Brasil. Como eu era criança ficava somente observando as clientes que saíam de lá. Certo dia fui falar com a dona e pedi emprego para ela, que dizia que não podia, pois eu era uma criança e as clientes não entenderiam. Não desisti e insisti. Vi o chão cheio de cabelos e ofereci minha ajuda para varrer o chão. Peguei todos os fios de cabelos, coloquei em um saco plástico e levei tudo para minha casa, onde comecei a trabalhar.

Fiz uma espécie de mural e separava os fios de cabelos. Com os trocados que recebia comecei a comprar produtos de alisamento e fazer testes nas nessas mechas e em mim mesma. Depois comecei a testar em minhas amigas.

Comecei a trabalhar como auxiliar e criava penteados e cortes. Misturava produtos e testava em mim mesma – o que me levou a buscar tratamentos efetivos com qualidade superior e acessíveis a todos.

Com 15 anos de idade, abri meu próprio salão, nos fundos de casa, e aí não somente o lado alquimista viria a despontar, mas também o lado visionário e empreendedor.

As minhas melhores lembranças desta época estão ligadas às conquistas com os resultados dos produtos. Eu ficava feliz quando conseguia deixar alguém feliz com seus cabelos.

Qual é a sua maior conquista até hoje?

Tenho várias, como o desenvolvimento de produtos para a Inoar. Mas não posso me esquecer do lado humano e tenho um orgulho imenso do projeto social, Beleza Solidária, que atua na melhoria das condições de vida de centenas de famílias. O projeto oferece cursos de capacitação em serviços de beleza, e, por meio de parcerias com instituições beneficentes, realiza ações como cursos ou doações de caráter emergencial, com a distribuição de kits destinados a cuidados pessoais.

Por conta de ações como esta, recebemos agora no mês de abril a confirmação de que estamos participando oficialmente do Pacto Global das Organizações das Nações Unidas.

O Pacto Global da ONU é a maior iniciativa de sustentabilidade empresarial do mundo, convidando as empresas a alinharem as estratégias e operações com os princípios universais de direitos humanos, trabalho, meio ambiente e combate à corrupção, e a tomarem medidas que promovam objetivos sociais.

Assinei meu apoio aos Dez Princípios do Pacto Global e vamos trabalhar para implementá-los, tanto na Inoar, quanto no projeto Beleza Solidária. Com isso tornaremos o Pacto Global e seus princípios parte da estratégia, da cultura e das operações cotidianas dos negócios para o Desenvolvimento Sustentável.

As ações práticas que a Inoar vem desenvolvendo ao longo dos anos, algumas descritas abaixo, têm total sinergia com os princípios estabelecidos pelo Pacto Global: Direitos Humanos, Trabalho, Meio Ambiente e Luta Contra a Corrupção. Agora, somos participantes desta grande iniciativa da ONU que vem reforçar tudo aquilo em que sempre acreditei.

Quando você se deu conta de que tinha “chegado lá”? Fale sobre um momento em que se viu bem-sucedida.

Depois de uma vida inteira dedicada ao meu sonho de criar produtos e desenvolver marcas, o que chamam de sucesso só chegou mesmo, para mim, aos 55 anos de idade. Antes disso, foi luta atrás de luta, com derrotas no meio.

Eu me vejo bem-sucedida quando mulheres que usam Inoar ou que conhecem minha história se aproximam de mim para dizer que as inspiro. Sou abençoada por ter essa responsabilidade!

Quais são seus planos para daqui a 10 anos?

Fazer uma nova faculdade. Voltar a dançar. Quero aprender mais um idioma. Estou estudando novas tecnologias e modelos de gestão. Vou voltar a dar palestras. Estou criando novas marcas. O mundo é do tamanho da gente.

Que conselho honesto e útil você daria a um colega que pensa em seguir uma carreira semelhante?

Primeiro: não existem fórmulas. O mercado cosmético é altamente competitivo. É preciso inovar sempre, estar atenta a todas as movimentações, enfrentar concorrências desleais, falsificações de produtos, dificuldades para importar matéria-prima. Não existe zona de conforto.

No início, enfrentei muitos obstáculos financeiros. Bancos não fornecem capital sem garantias, mas as dificuldades sempre serviram de aprendizado para a gente.

Quando a gente foi crescendo e a Inoar chegou a um patamar que começou a incomodar as grandes marcas, me vi nadando com tubarões, e sem poder sangrar. São empresas nacionais e multinacionais nessa corrida, algumas com muitos mais recursos. Não há dias fáceis, em um cenário desfavorável para ter uma empresa, em um país com este contexto de insegurança, de desigualdade, de machismo.

É aí que entram as múltiplas habilidades que uma mulher precisa ter para se destacar. Não basta você ser criativa, você tem que saber brigar. Mas,  como conselho, sempre vou dizer: não perca sua fé.

O que você mais ama nessa indústria? Ou o que você acha mais inspirador?

Eu amo criar. Tenho um perfil altamente inovador, eu não gosto da mesmice. E são muitas as coisas que me inspiram. Ver um espetáculo me inspira, ouvir uma música. E eu consigo transportar tudo isso para os produtos que crio, acredite. Quando pego um frasco da Inoar nas mãos, não vejo um produto, um shampoo, um creme. Vejo a minha vida inteira ali. A embalagem, a fragrância passam toda a nossa história, e os nossos consumidores se identificam com ela. Nós trabalhamos assim: queremos deixar algo concreto para a história da Inoar, fazendo parte da vida das pessoas. Se pensarmos que a beleza é passageira, por outro lado um produto desenvolvido com tanta coisa para contar acaba se tornando eterno.

Inocência Manoel
Co-Fundadora da Inoar
Diretora de Marketing, Criação e Desenvolvimento
Fundadora do projeto Beleza Solidária Inoar

Inoar novamente entre as melhores do ano para o consumidor

Inoar novamente entre as melhores do ano para o consumidor

Empresa de cosméticos é uma das indicadas ao Prêmio Época Negócios Reclame AQUI – As Melhores Empresas para o Consumidor 2019

São Paulo, 18 de junho de 2019 – a Inoar Cosméticos está novamente na seleta lista de empresas indicadas ao Prêmio Reclame Aqui, maior premiação concedida às empresas com base no relacionamento e avaliação direta dos consumidores.

A Inoar foi indicada no segmento Beleza, Estética e Cosméticos, ao lado de marcas valiosas que buscam a excelência no atendimento, realizando esforços para melhorar o relacionamento com o consumidor e atingir um alto índice de  eficiência na solução de problemas.

As finalistas serão escolhidas por meio de voto popular, aberto ao público no dia 29 de julho, e a premiação acontece no dia 4 de novembro de 2019.

Com um modelo único, baseado em diretrizes internacionais, a Inoar parte da premissa de que todo consumidor merece atenção dedicada, praticando suas políticas de desburocratização e foco na satisfação do cliente em todos os canais de atendimento, por profissionais treinados e qualificados, o que, sem dúvida, contribuiu para que a Inoar esteja entre as melhores empresas do mercado no atendimento ao consumidor.

https://premio.reclameaqui.com.br/indicadas/beleza-estetica-e-cosmeticos/11

Bastidores de uma vida empreendedora. Capítulo 2: Um leão por dia

Bastidores de uma vida empreendedora.  Capítulo 2: Um leão por dia

Vou continuar esta série de posts falando hoje sobre um tema muito delicado: a romantização do empreendedorismo e as ciladas que você pode encontrar pelo caminho (para quem não leu o capítulo anterior, Clique aqui.)

Em tempos difíceis que o Brasil vem enfrentando, com mais de 13 milhões de desempregados neste ano de 2019, as incertezas da previdência e o medo do futuro vêm fazendo o empreendedorismo por necessidade voltar a crescer.

Negócios surgem na crise, negócios surgem dos sonhos, mas é muito importante ter os pés no chão, em qualquer caso.

Trago verdades: não é de agora, eu sempre percebi as pessoas encantadas com minha trajetória, como se o sucesso fosse algo mágico e certeiro. Ele não é. É preciso “matar um leão por dia” e haverá muitos dias em que você terá a plena certeza que não chegou a lugar algum.

O mundo da beleza não é lindo. Ele é cheio de concorrência, de pessoas tão ávidas por dinheiro, que muitas vezes farão qualquer negócio para chegar lá. Isso, para mim, não é empreender.

Esse mundo passa a impressão de luxo, de glórias e mordomias. Gente, isso não existe. Não temos hora para nada, é trabalho o tempo todo. E isto não é uma reclamação. Mas um ponto em que é preciso pensar. Você realmente tem vocação para isso? Para fazer concessões? Para ser julgado?

Mulher de sucesso, mulher empoderada, guerreira. Não romantizem a nossa sobrecarga. É praticamente impossível dar conta de tudo. Eu saí do zero, sem uma família que tivesses recursos para me ajudar. Tive que fazer escolhas e concessões, sim.

Hoje as redes sociais mostram uma realidade que não existe. A mulher-maravilha perfeita que acorda cedo, vai à academia, tem uma carreira brilhante, diploma no exterior, participa da vida dos filhos, cozinha maravilhosamente bem, está com a pele e a depilação em dia existe só no Instagram (e provavelmente foi desconstruída nos comentários). A gente é uma ou duas coisas por dia, e olhe lá. Faz parte do jogo.

Você só consegue organizar a sua rotina quando estiver bem estabelecida nos negócios. Mas ainda assim vem outra batalha: manter-se onde você chegou.

Você está disposto a sacrificar seus finais de semana, suas horas de lazer para empreender?  Você tem forças para suportar as rasteiras e conspirações do dia a dia?  Você está pronto para acompanhar tendências que não param? Você vai acompanhar o ritmo da tecnologia?

Para as mulheres: como você vai lidar com o machismo neste mundo que ainda nos coloca em segundo lugar?

Você está pronto para sobreviver como empresário no Brasil? Com esta crise que nos deixa em uma eterna insegurança? Com um governo que nos massacra todos os dias?

Ter um negócio é um vale-tudo. Eles vão usar todas as armas. Ser empreendedor é uma guerra infinita e sem descanso.

Desculpe a sinceridade. Hoje precisei derrubar alguns mitos. E coloquei propositalmente o questionamento neste post para que muitas pessoas vejam as coisas sob um outro prisma, com uma boa dose de realidade.

É preciso ser forte todos os dias, mesmo quando você quer desabar. Nestas horas eu paro, penso, respiro, tomo fôlego e parto para a luta de novo. Esta é a minha vocação, então está tudo bem.

Inocência Manoel

Empreendedorismo. Existe uma fórmula para chegar lá?

Empreendedorismo. Existe uma fórmula para chegar lá?

Já tem um tempo que a palavra empreendedorismo está em alta. Em um país em que as leis trabalhistas e a crise econômica não favorecem o trabalhador, é cada vez maior o número de pessoas que querem ter seu próprio negócio. E isso criou um novo nicho de mercado: o das palestras e das receitas “infalíveis” sobre o empreendedorismo.

O que você precisa saber é que não necessariamente a palavra tem a ver com ter um negócio ou ser um empresário.

“Segundo o teórico Joseph Schumpeter, o empreendedorismo está diretamente associado à inovação. Para Schumpeter, o empreendedor é o responsável pela realização de novas combinações, como a introdução de um novo bem, método de produção ou comercialização e até a abertura de novos mercados. Isso significa que ‘a essência do empreendedorismo está na percepção e no aproveitamento das novas oportunidades no âmbito dos negócios’”.

Você pode empreender em diversos setores da sua vida e do que você faz. Empreendedorismo, sobretudo, não é uma receita pronta. Apesar de eu acreditar em muitos líderes e admirar histórias sobre inovação, não acredito em temas como “10 lições para ser um empreendedor.” Porque, antes de mais nada, quem quer inovar precisar ter espírito crítico e ter vontade de fazer algo realmente diferente. Precisa de inspiração e transpiração, mais do que fórmulas mágicas.

Aliás, para empreender, sobretudo, é preciso muita transpiração. É muito trabalho, dia e noite. E aí não adianta só a inspiração. É mão na massa, é resiliência, é sobre você saber cair e levantar. É aguentar os trancos, pensar rápido e não desistir. E, como tudo, é um processo de aprendizagem, que não vem do dia para a noite.

Por conta da minha história e de como a Inoar nasceu, não são poucos os convites para que eu narre a minha experiência. E, de fato, eu gosto muito deste contato com o público. Já foram inúmeras as palestras que dei, tanto no Brasil, como no exterior, e nelas procuro lançar um olhar verdadeiramente novo, fora do comum, para as mais variadas plateias. Acabam saindo boas surpresas nesses eventos.

Porém não é raro também receber convites para que eu me apresente em grandes palcos de encontros de líderes com um detalhe: pagando altas taxas pelo espaço promocional. Para estes convites eu digo não. Não me convidem se for assim. Eu realmente prefiro usar o dinheiro de uma inscrição desta nos meus projetos sociais, nas ONGs parceiras e que são tão carentes de ajuda da sociedade (esta mesma que promove festas caras para a elite).

Gosto do contato com os mais variados tipos de pessoas e é justamente por isso que prefiro colaborar com quem realmente precisa em vez de me promover em palcos refinados.

Eu quero promover o bem-estar e não a minha imagem. Quero ser inspiração verdadeira, e não mais um clichê. O empreendedorismo para mim sempre foi sinônimo de trabalho feito com afinco e voltado para trazer melhorias para as pessoas, com inovação. E esta lição somente pode ser dada a partir da premissa de que não basta fazer mais do mesmo.

Qual é a data do seu renascimento?

Qual é a data do seu renascimento?

Eu tenho um baita orgulho da minha idade e da minha história de vida. Não porque tenha chegado onde cheguei, mas por causa do caminho. E porque, afinal, temos que ter orgulho daquilo que nos tornamos.

Gabrielle Chanel dizia: “já não sou o que era, devo ser o que me tornei”, sobre as nossas transformações. Autêntica self-made woman, ou seja, aquela mulher empreendedora e independente, graças a ela, podemos usar roupa esporte, cabelos curtos, bijuterias e, claro, um bom perfume, para sermos aquilo que quisermos.

Tenho pensado muito nessas mulheres chamadas de loucas e quando teria sido o dia em que elas mudaram tudo, viraram o jogo. Talvez este seja um dia para celebrar. Ora, se comemoramos todos os anos nosso aniversário, porque não cantar parabéns para o dia em que você renasceu?

A Páscoa, período em que os cristãos celebram a ressureição de Cristo, foi o momento ideal para a reflexão.

Eu posso dizer que renasci em 2018. Está estampado em meu rosto, celebrado na nova cor dos meus cabelos, que dizem muito sobre quem eu sou.

Junto com essa mudança pessoal, veio uma mudança muito grande refletida no meu trabalho, nas criações da Inoar.

Em outras palavras, a Inoar também renasceu. Uma mudança gigante vem sendo implementada por meu time desde então, com novas cores, novos layouts de embalagens, lançamentos nacionais e internacionais. A Inoar mostrou sua cara para o mundo.

Conta a mitologia grega que a ave uma ave de penas douradas chamada Fênix morria e em seguida entrava em autocombustão. Passado algum tempo renascia das próprias cinzas. Outra característica da Fênix é sua força para carregar as mais pesadas cargas.

Me senti assim: tendo que morrer e renascer. E, neste sentido, a Inoar veio comigo. Renasci da força que preciso ter para enfrentar diariamente aqueles que querem me derrubar. Renasci de conspirações para me tirar do meu próprio sonho e de tudo o que construí com tanto trabalho. Me transformei a partir de desilusões. Mas me fortaleci na fé, na paz de espírito que venho sentindo ao me encontrar comigo mesma. Isso é empoderador!

O meu renascimento tem uma data: 15 de fevereiro de 2018. Este é o dia que tudo mudou. Inoar não é mais a mesma. Ela vem comigo neste renascimento, que começou quando podia ter sido o fim. Mas isso fica para um próximo post.

“A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos Exércitos.” (Ageu 2:9 a)

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