Igualdade de gênero nas eleições. Por que você precisa pensar nisso na hora de votar.

Igualdade de gênero nas eleições.
Por que você precisa pensar nisso na hora de votar.

As eleições servem para nos lembrarmos de quem somos e de qual é o nosso papel na sociedade.

Chegamos a um ponto que, sei bem, tem sido difícil acreditar na política brasileira, mas não podemos desistir dela, porque é justamente nas nossas fraquezas que o sistema trabalha. E trabalha contra nós.

Sempre fui uma mulher conectada com o social, e a cada dia mais busco formas de ampliar a voz das mulheres e a igualdade de oportunidades para a nossa liderança em todos os níveis de tomada de decisão – na vida política, econômica, corporativa e pública.

Pensar no papel da mulher na nossa sociedade, em tudo o que representamos, o que esperam de nós e o que de fato nos é dado como direito, é um ótimo exercício para começar a pensar na mudança política que precisa acontecer.

O voto feminino no Brasil foi conquistado em 1932, graças a muitas mulheres que vieram antes de nós, como as sufragistas do Partido Republicano Feminino, fundado pela professora Leolinda de Figueiredo Daltro.

Porém as mulheres ainda têm dificuldades de ocupar cargos de poder devido à exclusão histórica das mulheres na política e que reverbera, até hoje, no nosso cenário de baixa representatividade feminina no governo.

Para você ter uma ideia, as mulheres são 52% do eleitorado brasileiro, mas quando se mede a presença nos cargos de poder, os números são bem menores. Mulheres representam apenas 15% dos deputados federais e dos senadores e 14% dos vereadores. No Executivo, só um estado é governado por uma mulher e 12% dos municípios.

Estamos na 152ª posição na lista de 192 países que mede a representatividade feminina na Câmara dos Deputados, divulgada pela Inter-Parliamentary Union.

E um outro dado assustador: embora existam cotas eleitorais e uma lei que assegura uma porcentagem mínima de 30% da participação feminina no processo eleitoral eleitoral vigente, muitas das candidatas inscritas foram consideradas “laranjas”, ou seja, estavam ali apenas para cumprir a cota, sem qualquer interesse político real.

Por que estou falando tudo isso hoje? Porque você tem tempo de pesquisar para as eleições que acontecem no próximo dia 15. Porque você precisa ser representada por alguém que saiba o quanto ainda temos que caminhar para assegurar os direitos das mulheres. Porque precisamos de segurança para nós, para nossos corpos, para nossos filhos. Porque políticas públicas precisam olhar para mães que trabalham, para mulheres vítimas de violência, é urgente. Porque é como disse Kamala Harris, no seu 1º discurso como vice-presidente eleita dos Estados Unidos, “Embora eu seja a primeira mulher neste posto, não serei a última.” Porque somos parte fundamental da economia e da sociedade. E porque não aceitaremos mais ficar caladas.

Inocência Manoel

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