Bastidores de uma vida empreendedora. Capítulo 1: Coaching

Se eu pudesse dar uma dica sobre empreendedorismo a vocês, seria: fuja dos coaches que nunca empreenderam nada e estão ganhando dinheiro às custas daqueles que acreditam em fórmulas mágicas.

Isso não existe. E é simples assim.

Existem trabalhos de coaching sérios? Claro que sim. Como em todas as áreas. Mas, infelizmente, em sua grande maioria, a coisa tomou outra proporção que a gente não sabe se ri ou se chora, tamanhos os absurdos que tenho visto por aí.

A ideia, no princípio era boa. Muito boa. De acordo com a revista Exame, “O coaching era usado como apoio ao processo de desenvolvimento das pessoas efetivamente.”  Por meio de metodologias, um profissional habilitado (o coach) tem como objetivo elevar a performance de indivíduos ou empresas. Para isso, é preciso saber, são necessários anos de estudos em ciências do comportamento, negócios, lideranças, empresas, mercado, para a própria formação do coach.

O problema é que, toda vez que surgem cases de sucesso eles vêm seguidos de oportunistas que vão te fazer acreditar que para empreender, ter sucesso e ficar rico basta participar daquela palestra. Mesmo que naquela palestra eles obriguem você a ficar em pé gritando “Uhhuuu” ou fazendo alguma dancinha louca com finalidade motivacional. Não. Isso não funciona.

Estamos na era do conhecimento e, ao mesmo tempo, com uma grande ameaça ao conhecimento. Eu tenho muito orgulho das universidades estaduais e federais no nosso país. Só nesta semana, três notícias me fizeram ter vontade de bater palmas:

– Alunos da USP ganham prêmio com software que calcula risco de doenças crônica (Confira aqui).

– UFMG cria espuma que absorve agrotóxico da água e dos alimentos (Confira aqui).

– Aparelho de pesquisadores da USP consegue zerar dor da fibromialgia (Confira aqui).

Pode clicar nos links e ler. Todo mundo precisa se informar sobre quão importantes são os projetos científicos do nosso país (com tristeza, ameaçados pelos corte a pesquisas das universidades).

E é disso que estou falando: o conhecimento, meus amigos, é profundo. Se você quer fazer alguma coisa, se você quer empreender, precisa ir no fundo.

No raso, ficam as fórmulas mágicas, as palestras de líderes de torcida e uma massa doida para acreditar em gurus, mentiras e fake news.

Muito cuidado: em tempos sombrios, em que o conhecimento se torna uma ameaça, você corre o sério risco de se formar na Universidade do WhatsApp.

Inocência Manoel

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