Cringe, Millennials e a batalha de gerações: somar é melhor que separar

Supondo que você ainda não tenha se deparado com o termo, provavelmente você é “Cringe”. A expressão, que viralizou na internet nos últimos dias, é como a Geração Z definiu as atitudes que consideram “cafona” na Geração Y, ou os Millennials.

Mas, para entender todo este contexto, é preciso saber mais sobre a gerações e como elas se comportam:

Baby Boomers (nascidos entre 1945 e 1960) – São os filhos da Segunda Guerra Mundial. Os boomers viram a TV nascer e com ela a propagação de notícias de forma mais rápida do que antes. Foi nesse período que acontecerem eventos marcantes no mundo inteiro: movimento hippie, protestos contra a Guerra do Vietnã, a segunda onda do feminismo, por exemplo.

Geração X (nascidos entre 1960 e 1980). Não havia, ainda a internet com a força que conhecemos hoje e essa geração cresceu assistindo TV e depois migrou para a internet. É conhecida por ser autossuficiente, por priorizar trabalhar com flexibilidade e criatividade. Busca através do trabalho a realização dos seus desejos.

Geração Y (nascidos entre 1980 e 2000) – Também chamados de Millennials (por nascerem próximo a mudança do milênio). Essa geração cresceu em meio à era da informação e avanços tecnológicos. Os Millenials são considerados criativos e precisam se sentir motivados no ambiente de trabalho. Buscam mais reconhecimento do que estabilidade.

Geração Z (nascidos entre 2000 e 2010) – Esta geração nasceu usando a internet. É extremamente conectada, mais realista e tão exigente quanto geração anterior. Tem um grande senso de responsabilidade social e ambiental.

Geração Alfa (nascidos a partir de 2010) – A primeira a ser 100% digital. Essa geração aprendeu a ver o mundo a partir de telas, num sistema híbrido entre o presencial e o remoto (situação evidenciada na pandemia). Especialistas garantem que essas crianças terão melhores perspectivas que seus pais e avós à medida que os níveis de vida melhorem nos próximos anos.

Olhar para essas gerações é importante para entender seu comportamento, suas motivações e poder analisar por que agimos como agimos. Sim, e também para entender o que é “cringe”, ou o que uma geração “condena” na outra.

Mas mais do que isso, em vez de criar uma separação entre os boommers, millenials, cringes, grunges, hippies, yuppies, e qualquer outro termo que tenha sido criado ou que venha a ser criado, eu acredito na força da sintonia entre esses grupos. Na beleza de aprender com um e outro. Na humanidade de aceitar as diferenças. Na importância do respeito. Na conexão única que só acontece quando estamos abertos para o antes e o depois.

Escrevo isso aqui hoje pois a minha convidada para esta série de entrevistas ilustrou uma matéria sobre a sintonia de gerações que tanto valorizamos na Inoar. Conheça um pouco mais desta história.

Cleide Hora da Silva
Ex-colaboradora
Recepção

Conte pra gente como foi seu começo na Inoar.
Depois de 20 anos como secretaria, eu me vi desempregada e senti na pele o que a idade madura representava no mercado. Estava com 50 anos, cheia de disposição, mas as empresas onde eu deixava meu currículo sequer me telefonavam. Fiquei quase um ano sem um trabalho formal, até visitar a Inoar. Como ficava perto de casa, resolvi tentar.

Naquela semana, os colaboradores estavam envolvidos com uma feira e o RH me disse que entrariam em contato.

Num sábado, recebi a visita do motorista da empresa, o senhor Valdemar, que me disse para passar na Inoar. Eu chorei de felicidade.

Quais eram os desafios e aprendizados no seu dia a dia?
Normalmente, a função de recepcionista é destinada a jovens, e não a uma pessoa madura como eu. Mas sempre tive muita energia, disposição, dinamismo e vontade de trabalhar além da experiência.

Que momento da sua jornada profissional você leva para a vida?
Trabalhar e interagir com diferentes tipos de pessoas, de diferentes idades, faz com que você mantenha o espírito jovem. Isso será sempre uma lição de vida. Se eu parar de trabalhar, a vida perderá o sabor.

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Cringe, Millennials and the Battle of Generations: Adding is better than separating

Assuming you haven’t come across the term yet, you’re probably a “Cringe.” The expression, which has gone viral on the Internet in recent days, is how Generation Z defined the attitudes they consider “tacky” in Generation Y, aka Millennials.

But, to understand this whole context, it is necessary to know more about the generations and how they behave:

Baby Boomers (born between 1945 and 1960) – They are the children of World War II. Boomers saw TV being born and with it the spread of news faster than before. It was during this period that remarkable events took place all over the world: the hippie movement, protests against the Vietnam War, the second wave of feminism, for example.

Generation X (born between 1960 and 1980). There wasn’t, yet the internet with the strength we know today and this generation grew up watching TV and then migrated to the internet. It is known for being self-sufficient, for prioritizing working with flexibility and creativity. Search through work to fulfill your desires.

Generation Y (born between 1980 and 2000) – Also called Millennials (because they were born around the turn of the millennium). This generation grew up in the midst of the information age and technological advances. Millennials are considered creative and need to feel motivated in the workplace. They seek more recognition than stability.

Generation Z (born between 2000 and 2010) – This generation was born using the Internet. It’s extremely connected, more realistic and just as demanding as the previous generation. Has a great sense of social and environmental responsibility.

Alpha Generation (born from 2010) – The first to be 100% digital. This generation learned to see the world through screens, in a hybrid system between the face to face and the on-line (a situation highlighted in the pandemic). Experts guarantee that these children will have better prospects than their parents and grandparents as living standards improve in the coming years.

Looking at these generations is important to understand their behavior, their motivations and be able to analyze why we act as we do. Yes, and also to understand what “cringe” is, or what one generation “condemns” in the other.

But more than that, instead of creating a separation between boomers, millenials, cringes, grunge, hippies, yuppies, and any other term that has been created or will be created, I believe in the strength of harmony between these groups. In the beauty of learning from each other. In humanity to accept differences. On the importance of respect. In the single connection that only happens when we are open to before and after.

I’m writing this here today because my guest for this series of interviews illustrated an article about the harmony of generations that we value so much at Inoar. Learn a little more about this story.

Cleide Hora da Silva
Former employee
Reception

Tell us about your start at Inoar.
After 20 years as a secretary, I found myself unemployed and I felt in my skin what mature age represented in the market. I was 50 years old; full of energy, but the companies where I left my resume didn’t even call me. I spent almost a year without a formal job, until I visited Inoar. As it was close to home, I decided to give it a try.

That week, employees were involved with a fair and HR told me they would get in touch.

One Saturday, I received a visit from the company’s driver, Mr. Valdemar, who told me to start at Inoar. I cried with happiness.

What were the challenges and lessons learned in your daily life?
Usually the receptionist role is aimed at young people, not a mature person like me. But I always had a lot of energy, willingness, dynamism and desire to work beyond the experience.

What moment of your professional journey do you take to life?
Working and interacting with different types of people, of different ages, keeps your spirit young. This will always be a life lesson. If I stop working, life will lose its flavor.

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