O que fazer em cenário de tantas incertezas?

O volume de informação sobre projeções de mercado, análises de tendências e cenários futuros é incomensurável.  Mesmo com consultoria especializada é muito difícil se apropriar de um conjunto de dados sobre o setor em que se atua. A grande maioria de análises são genéricas ou repetem dados, muitos desatualizados.

A INOAR é uma empresa global e estamos sempre atentos às análises globais. Daí que resolvi ler mais diretamente tais relatórios e escrever um pouco sobre questões econômicas para também refletir quais as estratégias em cenário tão incerto. Usarei aqui os relatórios do Banco Mundial e de representantes do setor.

O Brasil é o 4º maior consumidor de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos. Movimentou 29,6 bilhões, segundo dados da Abihpec 2019. Cresceu 4,7% (2018-2019). É o terceiro em lançamento de produtos para mercado global, ficando atrás apenas de USA e China. Exporta para 174 países.

Dados de 2018 mostram que o é setor da indústria que mais investe em comunicação; É pioneiro em logística reversa; Tem responsabilidade socioambiental; Desenvolve embalagens ecológicas; Utiliza ativos sustentáveis para biodiversidade; Fornece para comunidades locais; Mobiliza à cadeia de suprimentos. E ainda gera 6 milhões de oportunidades de trabalho: indústria, franquia, venda direta e salões de beleza, conforme se pode ver no gráfico que segue:

PARA ONDE VAI TUDO ISTO?

O cenário é complexo e não podemos fechar os olhos. Levantamento do Banco Mundial mostra que a expectativa da maioria dos países é a recessão entre 2020-2021, com encolhimento de 7% (média) das economias avançadas, impactando diretamente nas economias emergentes, que encolheriam 2,5% (média).

Mais recentemente relatórios segmentados por região mostram que a América Latina poderá contrair 7,2% em 2020. E para o Brasil “Prevê-se que a economia brasileira encolha 8% devido a travamentos, investimentos em queda, interrupções na cadeia de suprimentos e baixos preços globais de commodities.” Certamente que a ineficiente política do governo contra à Covid-19, reconhecida mundialmente, contribui para o agravamento da crise.

Fonte: Banco Mundial – Participação das economias em recessão, 1871-2021

PERGUNTA: O que fazer?

Qual o maior erro em uma crise? Reduzir o crédito em momento que justamente deveria ser ampliado, com taxas adequadas ao contexto para manutenção de empregos e negócios. Dinheiros pode se ter ou não, mas é o espírito empreendedor que faz os empresários seguirem em frente, e este não pode ser desestimulado. O que pensam os tecnocratas da economia enquanto trabalhamos “sol a sol”? Hoje vemos empresas históricas, principalmente pequenas e médias, fecharem as portas.

Por que o Brasil tem esse histórico de não incentivar a economia nacional? Por que nós empresários que investimos nossa vida toda em um projeto ficamos sempre vulneráveis e dependentes de uma política governamental que desconsidera a realidade do setor produtivo? Não há incentivo governamental para pequena indústria. Os recursos disponíveis para auxílio na Pandemia foram na maioria destinados as grandes empresas. Escreveria muito para detalhar e aprofundar, mas temos que trabalhar, correr, criar, inovar, se acalmar, gerenciar com serenidade etc., pois de nós dependem milhares de famílias diretamente. Entretanto, tal debate é inevitável, não podemos mais deixar que alguns ditem os rumos de nossos projetos. As decisões devem ouvir a grande maioria do setor, e não alguns que muitas vezes nem representam à categoria.

E a semana está só começando.

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